coluna FALA PALHAÇO!


Toda terça, Gerson Bernardes, Tiago Marques e Ale Simioni 
escrevem sobre qualquer assunto, sempre sob a ótica do palhaço

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22/07/2015

Ainda não é mais.

Interpelado por um vizinho que sempre é simpático, em mais uma dessas conversas de elevador que duram um jogo de andares até o destino de cada qual, debatíamos sobre o passar do tempo. "E foi mais um dia", disse ele, em um tom de vitória, como quem "conquistou" mais um dia. De imediato pensei que já estamos em julho alto, e o ano de 2015 passa como um tiro.

Penso agora que vivo os dias e os "conquisto" ou sou conquistado por eles. Não que isso configure uma batalha, porque se fosse, não sei se consideraria uma vitória "de guerra" já estar em julho de 2015. Mas eles passam, e com eles as coisas mudam.

Lembro de quando eu era um jovem adolescente cabeçudo e me assustava com a transformação do meu bairro, que de periférico, cercado por uma fazenda com a quadra de cima da minha sendo de rua de terra, passou a ser cercado por prédios e condomínios residenciais. Alguns mais pragmáticos me diriam que a propriedade valorizou, e talvez este seja o intuito de toda essa mudança naquele tempo e naquele espaço.

Agora moro longe daquele espaço, e quando o visito é sempre depois de mais tempo do que eu gostaria, e as mudanças acontecem da mesma maneira que o tempo passa, como um tiro. Acho que de certa forma me acostumei, talvez por não ser mais um adolescente, mas sim um jovem adulto, ainda que ainda cabeçudo.

Algumas alterações resistem em serem feitas, o que me permite, talvez, ainda me conectar com aquele espaço. Outras, por mais que eu desejasse, não suportarão ao tiro que acerta e altera.

Tenho uma ligação afetiva bastante intensa com o colégio que estudei por todo o tempo em que se estuda em um colégio. Acredito que muita gente tenha cada qual com o seu colégio, mas também acredito que com esse colégio talvez seja diferente, porque vejo que muita gente além de mim tem essa ligação. Tudo bem, não deve ser diferente, ainda que eu não consiga enxergar isto, entendo que seja assim neste caso. Cada um acha a sua ligação afetiva mais intensa, talvez isto seja bem normal.

Da próxima vez que eu voltar ao meu bairro, muito provavelmente o colégio não estará lá. Será substituído por alguma construção, provavelmente muito valorizada pela agora boa localização daquele espaço. O lugar onde a professora me mostrou que teatro pode ser legal, onde aprendi que no futebol só se precisa fazer um gol e não tomar nenhum, a ler e escrever, e ser.

Perco a ligação que a presença daquele prédio me trazia. Resta-me reforçar a conexão que vem do que sinto. Este texto, é para isso.

Muito obrigado, Colégio Anchieta.


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23/06/2015



Eu, você, o governador e a urna.

Somos tristes espectadores do braço de ferro entre o governo do Estado do Paraná (Leia Beto Richa) e a APP Sindicado (deveríamos ler professores do estado). Além de um governador que foi eleito dizendo que o estado estava com as contas em dia e em poucos meses muda o discurso dizendo que estamos em dívidas. Ainda temos os casos de corrupção que estão sendo investigados, envolvendo funcionários públicos e políticos. Ou seja, a chapa tá quente, mas até agora quem está pagando a conta sou eu e você.

Temos ouvido palavras de ordem do tipo “Fora Beto Richa”, “impeachment para o governador do Paraná”, etc.. O que me pergunto é se essas mesmas pessoas que hoje pedem a saída deste senhor, votariam nele em outras eleições para outros cargos públicos?

Veja este exemplo, caro, único e paciente leitor deste blog, o Senhor Fernando Collor de Melo sofreu impeachment, saiu com o rabinho entre as pernas de Brasília e a população vibrou com a votação dos políticos como se seu time de futebol estivesse ganhando de goleada. Mas e depois? Este mesmo senhor se reelegeu!!!! Hoje ele é senador!!!! SENADOR!!!!! SENADOOOOOOOR!!!!! Então ele não serve para ser presidente, mas serve para nos representar no senado!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!?!??!?!?!?!?!?!?!?!

O que me entristece, é saber que mesmo se nosso governador fosse destituído do cargo, praticamente as mesmas pessoas que hoje vibrariam com essa decisão, daqui há pouco tempo votariam no mesmo cidadão, para vereador, deputado, senador ou qualquer outro cargo público.

Isso é ser brasileiro e não desistir nunca??? Não! Isso é ser brasileiro e ter memória curta. Ou no mínimo ser irresponsável na hora de votar. E depois, não adianta reclamar. A GENTE VOTOU NO CIDADÃO. Aliás, adianta sim, mas temos que lutar para melhorar a forma de cobrança depois das eleições, porque só ir às ruas e gritar parece que não está adiantando. Temos que ir às ruas sim, mas não podemos desistir até que a coisa mude. Não adianta o Gigante acordar e depois tirar um cochilo.

Ainda sobre a crise que vive o Paraná na educação. Deixo aqui uma pergunta: Sempre apoiei a greve dos professores da rede pública, mas não consigo entender porque aceitaram essa vergonha que o governo do estado ofereceu. Nem de perto chega ao que estavam reivindicando. Nós apanhamos junto com os professores, quando o governo resolveu deixar o respeito de lado e colocar a polícia para cima das pessoas (isso mesmo PESSOAS, porque quando dizemos só o nome de uma classe, esquecemos um pouco que lá em Curitiba haviam pais, irmãos, amigos, mães, tias, primos e acima de tudo GENTE) e agora? Depois de chegar ao limite aceitam a proposta de um governo que ignorou qualquer negociação e que não tem respeito nenhum por essas pessoas??? (vide o portal do governo expondo salários para parecer que estavam protestando de barriga cheia) Tenho certeza que nós todos estamos com vocês até o fim. Mas recuar, jamais!

Quero dizer com esse texto, que estou indignado em como sou tratado por esse governo que infelizmente me representa. Mas não é só culpa do governador não. Os Deputados que participaram daquela sessão (todos, mesmo os que votaram contra, porque aceitar entrar e participar de uma sessão como se não estivesse acontecendo nada lá fora, é o fim) deveriam ser lembrados até o final deste mandato para não serem eleitos para nada, nem para síndico do prédio.

E os Vereadores e Prefeitos que permaneceram omissos também.

E NÓS, que também fazemos que conta que “não é comigo”, idem.


Ou seja, a sensação é que pra consertar tem que parar o mundo e começar de novo. Porque se eu e você, único e insistente leitor que ficou até o final desse texto, não fizermos alguma coisa (sem pensar em vantagem pessoal) estaremos fadados ao fracasso desse país... porque na m.., já estamos. 



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16/06/2015

Por motivos de pouca força (pouca força minha), tenho faltado  no compromisso com esta coluna.
O único leitor do blog, talvez, nem tenha percebido.
Mas é possível que tenha percebido. Pois é.
Muitas vezes a gente acha que fazemos algo que é pequeno, que ninguém nota, seja um bom dia, ou um pequeno delito, uma resposta atravessada, um pum na multidão.
Muitas destas coisas podem fazer a diferença.
Muitas delas fazem a diferença.
 Essa coluna é uma delas? Possivelmente não.
Sou um reles palhaço que escreve (de vez em quando) textos bobos.
Por isso posso falhar? Não.
Pode ser que uma pessoa, apenas uma, acompanhe e pra ela é importante.
E você?
Você, uma pessoa tão bonita, poderia , mesmo que com pouco, melhorar a vida de alguém.
Sempre podemos fazer algo, ao menos a uma pessoa.
Quer uma diquinha?
 "Tá frio pra daná! De congela o bico do bule"
Doe aquela blusa velha que não usa mais.
Você pode aquecer alguém! (Sem trocadilho viu)

E se quiser outra dica, vai procurar rapá!
Não fica esperando tudo aí sentado!


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26/05/2015

Frases de minha mãe


Tenho o prazer de conviver com diversas pessoas que são sábias. Acho dispensável explicar a diferença de sabedoria e conhecimento técnico ou científico. Também dispensável dizer que apesar de conviver com tantas pessoas sábias, eu não sou sábio. Mas vou tentar ser.

Uma dessas pessoas é minha mãe. A sabedoria da Dona Marlene se manifesta por frases e ditados que escuto desde que sou criança. Não sei dizer quais ou se alguma são de sua autoria, ou se são todas populares, passadas de boca em boca por gerações, como são passadas as coisas sábias mesmo. Muitas delas eu não entendia por ser criança ou por me faltar experiência ou por me faltar capacidade. Mas, difícil entender, quando criança, que "morre afogado quem sabe nadar". Ou ainda, "muito ajuda quem não atrapalha". Sem contar as inúmeras vezes que escutei "de pensar morreu o burro".

Já ouvi bastante  na minha família, que "um erro não justifica o outro". Quantas vezes na energia adolescente de questionar qualquer coisa sem nenhum fundamento ou argumento, ouvi isso. Na ânsia de ser questionado o único argumento a se agarrar é atacar o outro, ainda que uma coisa não tenha sentido com a outra, e, no fim, "um erro não justifica o outro".

Todos ou muitos fazem isso. Eu faço (ainda). Quem nunca?

Aceitar o erro, e tentar consertá-lo, quando possível, me parece louvável (parece-me seria o correto). E é libertador aceitar que se pode errar. Mas justificar um erro, com base no erro de outro, não me parece legal. É mais um truque de retórica do que uma solução. E truques viciam quem o usa e vicia a discussão, o problema, e impede a solução.

Por isso, governo atual e governo anterior, já deu né? O erro de um não justifica o do outro, mesmo porque pra gente já chegamos num ponto que "muito ajuda quem não atrapalha". 

E isso serve para as casualidades do dia a dia. Vou tentar pensar nisso, ainda que saiba que "de pensar morreu o burro"!


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05/05/2015

O poder pelo poder


Sabe aquela frase que o Tio Ben diz ao Peter Parker, pouco antes de morrer?

"Grandes poderes trazem grandes responsabilidades"

Em sua profissão você deve ter algum tipo de poder. Todos temos.

Em menor ou maior escala, todos exercemos poder sobre alguém ou alguma coisa em nosso trabalho. A questão é: como você administra esse poder com seu ego?

Você pode ter consciência dessa situação e usá-la com respeito aos seus colegas de trabalho, afinal, penso eu que em uma empresa não existe um cargo mais importante que o outro. Existe sim, responsabilidades diferentes. Mas todos possuem a mesma importância na engrenagem empresarial. Desde o Presidente ou Diretor, até o zelador.

Sei que o texto está parecendo aquelas palestras motivacionais, mas não é essa minha intenção. Só quero dizer para você, único e solitário leitor do nosso blog, que este "poder"  que você sente ao estar em um cargo "maior" é ilusório.  Ou como diria Padre Quevedo: "No ekziste".

Por isso, quando você estiver em um cargo de liderança, lembre que esse momento é FINITO, ele vai ACABAR. Depende de você criar relações com respeito, com responsabilidade, com confiança e principalmente com HONESTIDADE. Porque pelo menos QUANDO acabar, terá algo significativo para você e para as pessoas que trabalharam com você. Isso é chavão, mas uma empresa não tem vida própria, ela é feita de GENTE.

Agora, se ao estar lá no topo da piramide, você resolveu olhar seus colegas de cima para baixo, não respeitou, tentou derrubar alguns, prejudicou outros, ou simplesmente "esqueceu" que um Bom Dia honesto não faz mal a ninguém, lembre-se que ao cair, o tombo é maior, mais dolorido e solitário.

É uma questão de escolha.

Bom proveito!


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28/04/2015

Gato Vlad. Cachorra Baleia


É bem sabido por todo mundo, que não me dou bem com os gatos. Eles são cínicos e folgados. Não me dou bem. Além disso, sou alérgico!
Já tive cão e papagaio. Depois dessas perdas, não mais me apeguei aos bichinhos.
Zoologico me teve graça só na infância.
Alguns animais passaram pelos meus cuidados desde que moro sozinho, (ironicamente três foram gatos). Acredito não ter sido o melhor para eles, talvez tenha sido, pois antes de mim alguns não tiveram ninguém. Só um louco, sendo alérgico a gatos, tem três!!!
Mas não me afeiçoei muito. Meu coração talvez não se apegue mais.
Sempre pensei que as pessoas dão muita bola aos animais com tantas outras pessoas desamparadas. Na verdade não deviam existir pessoas, nem animais desamparados.
Mas de minha parte, para com eles, há respeito. Acho que nem sempre houve. Mas Graciliano Ramos em seu livro Vidas Secas me deu o puxão de orelha necessário, de maneira sutil, mas surtiu efeito.
Em determinado trecho do livro, Sinha Vitória dá um chute na cachorra Baleia, que sai humilhada. Essa é a palavra que o autor usa: humilhada.
Esse foi, sem dúvida, um dos trechos mais marcantes e humanos do livro, pra mim, naquela altura de minha vida. Era a humanização que eu precisava. Ele me mostrou o quanto eles merecem respeito, são seres, assim como eu (com algumas diferenças), mas se não dei a vida a eles, não cabe a mim tirar.
Ontem, minha sogra teve seu gato envenenado, pela segunda vez em menos de dois meses.
Dessa vez, o gato não resistiu.
Com o que aprendi com a cachorra Baleia, não fico nada menos que consternado.
Dedico o breve texto de hoje ao Gato Vlad e aos familiares Vanessa, Rosi, Rafa, e aos irmãos de criação, Fofão e Fedôzinho.
A todos, meus sentimentos.



Gato Vlad





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21/04/2015

Uma análise da evolução econômica do país a partir da evolução histórica da música sertaneja


O presente trabalho (?!?) tem por objetivo analisar a evolução econômica do Brasil, mais precisamente em seu aspecto agrário ou rural, a partir de um estudo acerca das músicas produzidas supostamente com raízes no setor denominado "sertanejo".

O estudo, bem verdade, mostrou-se deveras simples, estudando o supracitado "setor" musical no decorrer do curso histórico da nossa sociedade brasileira.

Usemos como exemplo a música de nome "De papo pro ar", de Olegário Mariano e Joubert de Carvalho, cantada por Inezita Barroso. Nesta música, lançada em 1931, o protagonista da canção entoada tem como único possível sonho não desejar outra vida, a não ser aquela a ser desenvolvida junto ao Rio de Jereré. Note-se que tal pretensão se mostra humilde no que tange às aquisições econômicas, ainda que este blog não saiba valorar as propriedades banhadas pelo suposto rio.

Andando um pouco mais para o futuro, que no presente é passado, encontramos a música de Constantino Mendes e Darci Rossi, de nome "Sessenta dias apaixonado", lançada na década de 70, do século XX, depois de Cristo. Note-se que nesta canção, as pretensões amorosas do protagonista se realizaram na pacata cidade de Aparecida do Taboado, segundo a canção, no Estado do Mato Grosso, hoje, o do Sul. Ainda que tenha, dependendo do ponto de saída do protagonista, tratado-se de uma longa viagem, não há nenhum indício de que se gastou quantia de elevada monta para a realização desta façanha amorosa. 

O último exemplo de uma época mais humilde economicamente no ramo sertanejo, é a música "Amanheceu, peguei a viola", que, até onde eu sei, é de autoria de Renato Teixeira. Na citada música, o protagonista acorda, pega seu instrumento musical, e viaja. Acontece que, aqui, o protagonista aparenta investir mais de suas finanças em suas andanças, porém, é possível deduzir que se trata de vencimentos adquiridos de maneira espontânea de plateias espontâneas de seus shows pelo país afora. Frise-se, também, que a relatada viagem permaneceu tão somente em nossa pátria mãe.

É este o primeiro sinal da intensa melhora econômica no ramo da música dita sertaneja. A possibilidade de visitar outros países. Ainda, a possibilidade que se mostra fácil, mera liberalidade dos protagonistas das canções.

Veja o primeiro exemplo dos tempos contemporâneos e de grande voluptuosidade econômica. Na música "Do Brasil a Argentina", de Airo Garcia Barcellos, composta em 2005, o protagonista da canção se propõe a não ficar nem mais um minuto neste país, disposto a pegar o primeiro avião rumo à Argentina. É sabido por qualquer um que alguma vez pesquisou preço de passagem de avião que, aviões próximos da data de procura são os mais caros, a não ser que de origem promocional. 

Ainda que se pense que o caso de viajar para a Argentina, apesar de ser outro país, é uma viagem de certa forma básica para quem viaja para o estrangeiro, temos um segundo exemplo, desta vez para um país mais longínquo. Trata-se da canção "Madri", de Fernando e Sorocaba. 

O próprio nome diz, trata-se de Madrid, na Espanha. Onde, segundo a canção, reside a amada do protagonista emissor da mensagem musical. Pode-se questionar que não há indícios da concretude da viagem Brasil - Espanha. Porém, há clara manifestação da vontade do protagonista em forma de ultimato. Ou se volta para São Paulo, ou se vai para Madrid.

O ápice do apogeu econômico desta manifestação musical chamada música """"sertaneja"""" (quantas aspas são necessárias?) não se trata de uma viagem. Aconteceu quando se misturou viagem, aquisição de bens, e outros gastos econômicos inimagináveis em outros tempos.

Ou será que Inezita Barroso se imaginou em um MÓDULO LUNAR?!?!?! Não há nenhum lugar possível nos tempos atuais mais longínquo do que a Lua, em que pese os estudos para se chegar a Marte. Perto da Lua, velejar em Caribe é fichinha, tampouco é ficha grande o Hotel em Dubai. Ainda que os críticos desta pesquisa diga que tais viagens não se realizaram, o autor da música diz, claramente, que "poderia" estar em qualquer dos lugares e situações supracitados. Trata-se então de uma afirmação clara de possibilidade. Portanto, deve-se concluir que aquele que acredita ser possível chegar ou estar em todos estes lugares deve ter ao menos crédito para oferecer sinal/entrada nestes tipos de negociatas.  

Enfim, resta mais do que esclarecida a evolução econômica do país, ao menos na imaginação do setor musical dito sertanejo. Infelizmente, esta pesquisa não pode dizer o mesmo da evolução da música em si. Vamos pensar mais sobre isso de papo pro ar, no Rio de Jereré. 

*Assessoria musical de Patricia Nardinelli

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24/03/2015



Versinho eleitoral

Eu voto

Tu votas

Ele assume

Nós pagamos

Vós pagais

Eles roubam

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Historinha pra não dormir

Era uma vez um país, não muito longe daqui. Nele havia 32 partidos políticos, que viviam dizendo que queriam um país melhor, mais justo e democrático.

Mas durante as eleições (período pré-metamorfose), eles formavam coligações e no fim das contas,  ninguém mais sabia quem era quem, e quem defendia o quê.

Durante o período eleitoral, todos os candidatos iam de casa em casa conversar com eleitores. Tomavam cafezinhos nos botecos da esquina, comiam pastel em feiras e até sorriam.

Após as eleições , os que sobreviviam sofriam uma metamorfose e passavam de candidatos a  políticos eleitos. A partir daí eles hibernavam em congressos, câmaras e palácios. Se bem que hibernar não seria o termo correto, talvez o certo fosse dizer que eles se aninhavam, porque lá dentro era um conversero danado. Ninguém saía mais para cafezinhos, pastéis ou sorrisos, quando o assunto era melhorar o país, era um bate-boca sem fim. Mas quando resolviam pilhar os moradores daquele país distante, se entendiam rapidinho.

E se alguém do país descobrisse alguma falcatrua, qualquer que fosse, todos, sim TODOS se uniam para negar, abafar, encobrir, ocultar ou apagar qualquer prova de que estavam mais interessados no próprio umbigo do que no coletivo.

Mas eis que com tanto barulho o Gigante Acordou. Sim, o Gigante que vigiava pelo bom andamento do país. A cada mil anos ele acordava para garantir a tranquilidade da população e para devorar os corruptos (vírus que infectava os políticos eleitos e os deixava doentes, sem chance de cura, por isso precisavam ser devorados) que se escondiam nos congressos, palácios e câmaras.

Foi uma correria,  quase todos estavam infectados, uns se escondiam, outros negavam e alguns empurravam os mais fracos para serem devorados primeiro. O Gigante fez muito barulho, chegou a bater panelas para espantar os infectados e por um momento pareceu que tudo tinha ficado bem.

Um tempo depois, eles começaram a sair da toca, aos poucos, para não levantar suspeitas, mais fortalecidos e com imunidade política e diplomática. O Gigante já havia adormecido  e só acordaria novamente daqui a mil anos.

A população atordoada brigava entre si. Uns porque votaram em uns, outros porque votaram em outros. Ninguém se entendia.

Percebendo que a população estava vulnerável, eles aumentaram suas regalias, estenderam para suas esposas, filhos, sogras, primos e tios e fizeram parecer que tudo estava na lei. Aumentaram impostos para pagar os rombos que fizeram e tudo pareceu voltar ao normal.

E assim, viveram felizes para sempre. (Eles, não nós)




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10/03/2015


O que é pior: Ter um direito absurdo ou fazer uso dele?
E os cursos superiores do facebook...


Tem gente que pensa que, por ter doutorado, ou mestrado, ou graduação, ou ser sócio do clube, ou ser amigo do fulano, ou ser presidente da associação dos amigos do bairro, ou ser o primeiro a comprar o videogame novo, ou ser o primeiro a saber da noticia, ou ter casa própria, ou fazer cocô cheiroso... Por que eu comecei falar disso?
Ah sim, lembrei: tem gente que acha que tem mais direitos que os outros, ou pior, acha que tem direito sobre os/dos outros.
Reparei recentemente uma pessoa (citada acima nas "entrelinhas"), furando fila. Chegou tarde e passou na frente dos outros. Garantiu lugar na fila... mas aí foi lá e perguntou pro responsável se podia... logo ela entrou... sem pegar fila...
Já ouvi a máxima "de que adianta ser doutô e não dar bom dia pro vizinho?", cá pra nós não deve ser pela chiqueza que pré anuncia o nome, possivelmente, é só falta de educação, bom senso, noção de cidadania mesmo...

E antes que você ache que o pseudo - colunista do triolé está de mal humor,
  vamos mudar de assunto.

Que tal falarmos dos cursos oferecidos pela internet? No facebook mesmo gente! Não sabiam?
Eu também não sabia.
Mas pela quantidade de gente que se acha especialista em algum assunto apenas por ter lido alguma coisa no face... ah deve ter curso lá e eu não sabia...
A pessoa lê lá na pagina do face,  que rosquinha não se molha no leite, aí meu filho, ela encabeça discussões seríssimas defendendo a "não molhada", dizendo que comeu sem molhar toda vida, que cientistas comprovam que molhar, dá chulé... Enfim
Achar que ler um texto, breve texto, sem nem saber quem produziu, não pode ser a base de seu conhecimento.
Em épocas de mundo veloz, aprender, ainda requer mais tempo que apenas um clique.
(Mas se aprender, não pense que é motivo para furar fila).


P.S.: Este texto deve ser descartado logo após ser lido, já que não serve pra nenhuma discussão.
P.S. II:  Não descarte em via pública.

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03/03/2015

Fórmula da composição de um típico pospasto: Massa de farinha acrescida de pasta alimentícia de cacau e açúcar.

Faz necessário, para a realização deste feito supracitado, possuir, na quantidade de quatro unidades, óvulos de galináceos não fecundados, rico em proteínas e vitaminas, preferencialmente na cor alva ou castanha.

Estes serão devidamente separados, de maneira que as partes que os compõem possam ser manuseadas em momentos distintos. Inicialmente, agitar-se-ão as claras, de maneira a colidirem dando-as o aspecto de flocos de precipitação de água.

Neste ínterim, dever-se-á colidir entre si o vitelo restante do óvulo não fecundado do galináceo, assim como o extrato da substância mole obtida do óleo de vegetais, e o açúcar, até que este procedimento resulte em uma substância aquosa de solidez questionável.

Imperioso é considerar que estas duas etapas serão uma só, no momento em que serão acrescidas de farinha, pasta alimentícia de cacau e açúcar, extrato do líquido secretado pela fêmea dos bovinos e fermento.

Coloque tudo isso em uma forma untada e deixe assar por mais ou menos 35 minutos.  


Viu? Não adianta escrever bonito se o conteúdo é de um simples bolo de chocolate. E descrito assim e bem provável que ele fique de má qualidade como um excremento humano ou de outros animais.


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24/02/2015

SEM TÍTULO e sem graça


Comecei tentando escrever sobre política, desisti, isso está uma masturbação mental, que nem o santo face resolve.

Depois comecei o texto reescrevendo sobre o filme “O palhaço”. É ótimo, mas vira e mexe a gente fala disso por aqui... desisti

Pensei que podia escrever uma poesia, mas nem isso saiu (nunca escrevi, num vai ser hoje que vou começar, né?)

Ia falar sobre a M... que vive o Paraná, mas a piada tá feita.

Sobre o protesto de caminhoneiros, mas a rodovia tá interditada.

A Petrobras já está quase caindo no esquecimento, afinal o PT aprendeu e repete a mesma fórmula do PSDB quando quer esconder seus erros. Estamos F... mesmo!

Na verdade, escrever o texto hoje tá mais difícil que participar do "Artist Challenge" (ou desafio do Artista. É que colocar nome estrangeiro dá mais cre-di-bi-li-da-de). 
E olha que esse desafio não é qualquer coisa não! Você é desafiado e tem que postar CINCO isso mesmo, eu disse CINCO FOTOS, uma por dia sobre seu trabalho artístico... vixi... procurar, selecionar, postar... e ainda ter que desafiar outro artista a fazer o mesmo, isso não é pra qualquer um...

Mas como sei que hoje não vou chegar a lugar algum, pelo menos vou tentar terminar “pra cima”, com uma piada CTRL C CTRL V

“Do que diabo morreu? De diabetes.


Putz, hoje não tô nem pra piada copiada...


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17/02/2015

Quer escapar do Carnaval?


A tarefa é fácil.
Tem gente que detesta carnaval, passa o feriado inteiro com TV desligada, com medo de ver telejornal e acabar ouvindo um pedaço de samba enredo.
A TV mostrará um bocado de bumbuns, fantasias, carros alegóricos, os melhores e piores momentos dos desfiles de escolas de samba. Mostrará também os carnavais de ruas pelo país.
 Mas você não quer ver.
Perceba que ficar com a TV desligada pode te ajudar!
Claro que se você mora perto da churrasqueira do condomínio/prédio vai ouvir um ALA-LA-Ô -"zinho" no mínimo... Mas no caso de um churrasco na tua porta com gente cantando desafinadamente e embriagada, bom, tanto faz qual a música né?
Não estou criticando carnaval, apenas não gosto de participar, gosto de ficar mais quietinho.
Tem gosto pra tudo e o melhor ainda, tem opção pra todo gosto.
Se você não suporta carnaval não esquente, aproveite o feriado, Tem muita coisa boa para se fazer.
 O que?
Cada um sabe o que lhe apraz...


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10/02/2015

Revisitando textos


Na coluna de hoje escolhi por compartilhar um primeiro relatório produzido em uma pesquisa que fizemos. Escolhi por olhar novamente para ele, e gostei das observações que fiz à época. Foi um interessante exercício olhar para um texto que fiz há quase três anos. Nesta pesquisa o processo foi de certa forma intenso e rico, enquanto o produto resultou menor do que sonhávamos. Cabe aqui dizer que na nossa atividade a relação processo-produto é um pouco diferente do que a imposta na era industrial. Pelo menos acredito nisso.

“1º Dia de pesquisa

06/03/2012 – Início: 06h:45 – Praça Floriano Peixoto (Praça da Bandeira), centro de Londrina

Após reunião na Companhia Municipal de Transporte e Urbanismo – CMTU, onde estiveram presentes o Diretor de Operações e A., funcionário da empresa responsável pela varrição em Londrina, comparecemos ao primeiro encontro com os funcionários de limpeza e varrição de Londrina, os garis, no horário acima.

Fui dormir um dia antes com a cabeça a mil, pensando em diversas contingências e tentando pensar em tudo, o que, óbvio, seria impossível.

Pensei primeiro na roupa. Achei que tinha que pensar na roupa que eu levaria. Que tipo de vestimenta? Mais formal, menos formal, nada formal? No final de contas, fui normal, achei que assim seria mais sincero, e já lá, percebi que isso não importava.

O segundo desafio foi o horário, pois para estar na praça no horário combinado acordei às cinco da manhã, e isso para um palhaço não é lá muito normal.”. Tem se mostrado mais normal a cada dia. “Pensei no sono, pensei nas limitações de horário que uma atividade começar tão cedo implica. Depois pensei que todas as atividades na verdade implicam em uma limitação de horário, e adequação. Compensa talvez dizer que o dia é muito bonito nesse horário, onde parte da cidade ainda dorme e o sol já acorda.

Fui caminhando, achei que seria bom assim, até a praça. Parei para comer em uma padaria no caminho. Um morador de rua entrou na padaria, e, não seria de se espantar, foi o único ali presente a presentear todos com um sincero bom dia. Um bom dia um pouco ébrio, mas era sincero. Logo depois me afirmou que o padre da catedral ainda não tinha acordado, e que ele já devia estar acordado pra tocar o sino.”. Achei incrível e ainda acho sensacional hoje um morador de rua, um mendigo, um “bêbado que só quer saber de beber mas não quer trabalhar, vagabundo” questionar o padre da catedral sobre o horário que ele acorda e suas obrigações.

“Chegando à praça, a primeira “cena” cotidiana que vi, foi o acordo entre uma gari e os moradores de rua que dormiam à porta do banheiro da praça. Ela os acorda para poderem pegar seus materiais, e como num acordo, eles levantam e vão embora, ninguém se importa de ter sido acordado, tampouco ela se importa em acordar, afinal é habitual que o dia dela comece nesse horário.

Depois de encontrarmos com o C., encarregado do setor de varrição, fomos acompanhar um grupo de três mulheres garis, e aqui cabe a primeira observação registrada pelo Alê em vídeo. A Roupa, o uniforme, por si só, já é um fator que as torna invisíveis, e vai além, é um fator que as torna assexuadas. Aqui até cabe observar que o próprio corretor do Word encasqueta comigo quando escrevo “uma gari”, como se não houvesse gari mulher.

Antes de encontrarmos com o C., cabe uma observação: todos os funcionários nos cumprimentaram com pelo menos um “bom dia” enquanto passavam pela gente. Acredito que sabiam que não estávamos ali à toa, mas ainda não sabiam o porquê de estarmos.

Logo no encontro com elas, o primeiro e grande tapa na cara da manhã. O Alê se aproximou, nos apresentou, “este é o Gerson eu sou Alexandre”, e perguntou se poderíamos acompanhá-las. Prontamente uma delas aceitou, quando íamos nos posicionar ela emendou e disse “eu sou a E. essa é a I.”. Nós, que estávamos ali justamente para conhecê-las, não perguntamos os seus nomes.

Por fim, continuamos a acompanhá-las. Não sei se por causa da câmera ou se é sempre assim, elas pareciam bem animadas. A terceira delas, até aqui sem nome, a V., está grávida, e por isso está na praça, onde a E. e a I. habitualmente trabalham. A E. em determinado momento perguntou se estávamos gravando a conversa delas, respondi que elas poderiam reclamar de seus patrões à vontade. Voltaremos amanhã para conversar com elas no horário de almoço.”

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Tem jeito não...


Olha a gasolina a mais de três reais aí gente!!!!


É o carnaval chegando e o governo nos dando aquela boa e gostosa cutucada por trás. Digo boa e gostosa, porque não tô vendo ninguém reclamar. 

Há um tempo atrás, vi circular pelas redes sociais e e-mails um "manifesto", dizendo para parar de abastecer em postos Petrobrás, porque assim a gente não deixaria a gasolina chegar a R$ 3,00. 

Mas agora ela chegou, e como estamos perto do carnaval, se preocupar pra que, né???

O importante é garantir o feriado, a batucada, a globeleza!!!

Vamos nos manifestar pra que??? As eleições já se foram, e parece que o interesse político do brasileiro também. 

Quer saber... vai lá pular seu carnaval, melhor do que ficar lendo texto repetido de palhaço revoltado. Opa, palhaço não... PALHAÇO.

Porque tem dias, que tenho certeza que essa P... toda não tem jeito não.


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27/01/2015

Gatos e muita "aspa"

"Eu voltei... voltei pra 'escrivinhar', porque aqui, aqui é meu lugar!"

Primeira escrita pública de minha parte neste ano de 2015.
Assuntos não faltam... para conversar. Para escrever é um pouco mais difícil, até porque tenho que cuidar do nosso único leitor: você! 
(Embora ter cuidado não me impediu de escrever muita bobagem nas oportunidades que tive)
Então vou falar de gatos. Os gatos da Vanessa, eu não tenho gatos.
Quem me conhece sabe que a minha batalha com eles é risível. (já até fui citado ironicamente na coluna da Matita).
Sei que são bichos muito bonitinhos... na casa dos outros. Na minha, a sujeira incomoda. Eles são temperamentais, folgados, dissimulados. Mas pensando bem, talvez eu tenha um pouco de ciúme de minha esposa que não sabe brigar com eles (comigo sabe) e sempre dá carinho a eles e eu tenho que esperar... 
Ciúme
Lógico que me incomodo com as outras coisas todas, mas no fundo tem um ciúminho....
Que fique claro, que não estou gostando deles. Meu texto não é apologia "ao" ou "contra", apenas não me dou com eles, respeito quem gosta como devo ser respeitado.
Talvez eles não gostem de mim também, mas somos seres humanos crescidos (no caso deles felinos... e só o Fofão, o Fedôzinho é adolescente ainda).  Então na medida do possível nos respeitamos (eu mais que eles), devo aceita-los pois são de minha esposa, dou água, comida e acabo limpando a sujeira.
A vida é assim, conviver e respeitar mesmo sem gostar de todo mundo, habitando um mesmo lugar.

(Acho que no fundo eu até gosto deles... de vez em quando).


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20/01/2014

Um apelo ao mercado


(Começo o texto com o apelo, e depois começo o assunto do começo. É para reforçar a mensagem: Por favor, não mexam no pastel!)


Por vezes, uma palavra ou um grupo delas me irrita. Ia escrever "me provoca" mas acho que é "irrita".

Na grande maioria das vezes é porque aquela palavra é usada só porque é falsamente mais difícil, sendo que uma outra mais simples deixaria o texto mais agradável e até com um melhor sentido. Outras vezes me irrita porque entra na moda e acaba sendo usada para tudo e por todos. E se você a usa se torna parte de um todo onde se é obrigatório fazer parte.

Um exemplo: DESCONTINUIDADE. Descontinuar seria deixar de continuar? Qual o problema então de usar PARAR? Daqui a pouco na placa de trânsito em vermelho e branco estará escrito DESCONTINUE. Outro exemplo: CATARSE. Escreva catarse em uma sinopse de espetáculo ou filme ou para justificar algum processo criativo e pronto, não precisa escrever mais nada. Nada contra quem usa a palavra corretamente, beleza, se há a catarse use a palavra então. Se me disser que inevitavelmente o processo artístico é catártico então ninguém precisa falar que é, se faz parte de todos os processos. 

(Aqui novamente repito o apelo. Reforço: Por favor, não mexam no pastel.)

Mas nos últimos tempos nenhuma outra palavra vem me irritando mais do que GOURMET!

Devo considerar que muito do que me irrita é o fato de que na maioria das vezes a palavra é usada somente para se justificar um preço absurdo para algo supostamente de melhor qualidade. Pergunto-me se teoricamente a ideia não é sempre fazer algo de qualidade. Se você faz algo de qualidade duvidosa sabendo que a qualidade é duvidosa então está agindo de má-fé. Se a qualidade é duvidosa porque se está buscando a qualidade, tudo bem, mas se faz sabendo que é duvidosa e pior, se é capaz de fazer melhor, então é má-fé.

Outra coisa que me irrita nesta palavra é o fato de que tem coisa que "tá bom assim" ou o "bom é assim não mexe". E assim, chego no meu apelo.

Já perdemos o sorvete para as palletas, carrinho de lanche (Viva o Cebolinha!) virou "(vai se) food truck", mas não mexam no pastel. Por favor, não mexam no pastel.

Porque pastel bom é o de feira. Feira de rua, daquelas que vendem de tudo um pouco, com foco na produção de hortaliças frutas e verduras em geral, e tem pastel. Ainda que não seja da feira, mas pastel bom tem que ter aquele estilo, aquela pegada. Não há como misturar gigantescas panelas de óleo semi queimado e ar-condicionado! O pastel bom tem que ter o calor ou frio natural da rua, e tem que ter gente se amontando ou levando para viagem em papel engordurado. Não me venha falar que o pastel gourmet será mais recheado, porque o muito recheado geralmente é chamado de "pastelão", "enroladão", e muitas das vezes quebra porque é grande. 

Por favor, não mexam no pastel. Pastel não tem como ser gourmet. E se me permitem a comparação, palhaço também não!

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Ano novo, velho nome novo

Sou Alexandre de Oliveira Simioni, mas também sou Ale, Lê, Ale Simioni, Simioni, Mereceu e por parte da família que me conheceu pequeno, Uá. (aí você pergunta: uatarréu?. Esse apelido dá uma outra história, então, fica pra próxima).

Simioni foi o sobrenome que escolhi para usar, mas da família Simioni, minha referência é só meu pai. Oliveira é minha característica mais forte em personalidade e vínculo familiar. Ou seja, sou Oliveira!

Sou Oliveira como minha mãe Maria Tereza, meus tios Joel, José, Eduardo, Silvio e minhas tias Francisca e Julia.

Sou Oliveira como meus irmãos Fábio, Saulo, Rita, Christian e Alexandre (meu primo-irmão)

Carla, Vinicius, Rogério, Sandra, Mercedes, Marcelo, Isabel, Maria Julia, Itajaci, Sylvio, Catarina, Tania, Paloma, Debora, Sheila, Cristina, Katia, Deise, Bernardo, Bianca e tantos primos, filhos dos primos, primos dos tios, sobrinhos e outras dezenas parentes que são Oliveira, mesmo que não apareça na certidão.

Em 2015 serei Oliveira. Oliveira como meu avô José e minha avó Maria. Um Oliveira que escolheu ser pé vermelho de coração, mas não esquece suas raízes caiçaras do Guarujá.

E olha só, em 2015 serei Oliveira como o Benjamin, que era Chaves, mas usava Oliveira.

E que este “velho nome novo”  traga para o ano que chega, a força dessa família tão comum e tão particular.

No último Fala Palhaço!!! de 2014, que esta seja uma singela homenagem à minha família. Não a última, nem a única. Porque família, a gente valoriza todos os dias.

* Opa! Pera, ainda não acabou não... Tem um cara, que não tem Oliveira no nome, mas é tanto quanto qualquer um que eu citei: Tio Amilton, tem um palhaço aqui que te ama pra caramba!!!


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02/12/2014

Onde está o Gigante?

Nas últimas eleições e principalmente durante o segundo turno da campanha presidencial, houve um ação e reação “nunca vista antes neste país”. Apaixonados pelo PT ou PSDB se digladiaram em redes sociais, nas ruas, no comércio... Amigos deixaram de falar um com o outro por ter opção partidária(?) diferente... Carros que estavam com adesivo da Dilma, foram riscados por  partidários do Aécio e vice versa. A eleição foi apertada, o país clamou por mudanças, e...

...Após as eleições, cada um voltou para a sua rotina, voltou amizade, consertou o carro riscado do vizinho e hoje cada um de nós está tomando seu mingau quentinho.

Enquanto isso, entre outras coisas, o escândalo da Petrobrás toma corpo, a cada momento vemos mais envolvidos, mais dinheiro desviado e algumas pessoas sendo presas. Mas me pergunto. Basta prender esses peixes pequenos que estavam desviando dinheiro? Precisamos saber QUEM comandava esse esquema e para que finalidade.

Será que nesses últimos 12 anos ninguém (e quando pergunto “ninguém” incluo governo e oposição) soube ou percebeu que esse mar de dinheiro estava sendo drenado da Petrobrás? Em qualquer empresa com um mínimo de organização isso é perceptível.  E por isso a pergunta é: Por que ninguém apontou algo de errado antes?

Hoje não vejo discussões ou movimentos querendo a solução deste problema. Não vejo ninguém indo às ruas, ninguém discutindo em redes sociais.

Talvez esse seja o problema de tratar uma eleição como se fosse um campeonato de futebol. O que vimos nas eleições passadas foi um bando de apaixonados defendendo o seu time. E torcedor não vê (e não tem que ver mesmo) os defeitos do seu time. Torcedor só fala sobre o lado bom do time, mesmo que ele esteja indo para uma divisão inferior. Ou você já viu alguém trocar de time só porque ele caiu para série B?

Esse é o debate político que queremos? Uma discussão rasa de futebol? Um querendo convencer o outro que seu time é melhor e os dois continuando com a mesma opinião?

É por isso que este caso da Petrobrás, assim como mensalão, metrô de SP e outros escândalos acabarão em pizza. Infelizmente ainda somos incompetentes como governo e incompetentes como cidadãos.


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25/11/2014
Panfletagem

O que proponho hoje é uma discussão. Não sei ao certo qual a verdade, não sei ao certo se saberei a verdade. Não sei ao certo o que significa saber ao certo. Certo?

A discussão parece simples: pegar ou não pegar panfletos no semáforo (ou em outro lugar). Sim, a discussão muito provavelmente é simples, talvez somente na minha cabeça faça algum sentido discutir sobre isso.

Há algum tempo tinha escolhido um lado: não pegar panfletos. Entendi que para mim o ato de pegar o panfleto me parecia como dar esmola, eu até ajudava momentaneamente a quem estava entregando, mas não resolvia alguns problemas que, existentes na minha cabeça, pareciam maiores. Um dos problemas, por exemplo, é o fato de considerar que o panfleto é um gasto de papel, muitas vezes desnecessário e poluente. Tentava considerar, também, o meu direito em não ter acesso a esta informação. Explico-me: pensava (ou penso, estou confuso) ter o direito de procurar o produto ou a propaganda quando me fosse interessante ou quando me fosse necessário, e não me ser oferecido ou até mesmo esfregado na cara a torto e a direito até que eu compre. Concluía meu pensamento pensando que apesar de parecer dificultoso o trabalho de cortar cana, eu não ajudava ninguém a fazê-lo, de maneira que ajudaria mais a longo prazo não pegando o panfleto. Analogias...na hora do aperto sempre nos saímos com analogias.

Todo este meu pensamento ficou bem conflituoso no meu âmago quando EU precisei panfletar. E quando EU precisei que as pessoas lessem o panfleto, para saber algo que eu queria oferecer. Do outro lado da "moeda", estava eu, pensando que a pessoa poderia gostar do que eu estava oferecendo, apesar de que talvez ela tenha o direito de procurar a informação que eu dispunha quando bem entendesse. Estávamos por realizar a Mostra Triolé, e panfletar foi uma boa forma de divulgar o evento, e mostrar que o evento aconteceria àquelas pessoas que sem o panfleto não saberiam.

Em que pese a diferença dos "produtos", e em que pese um deles não ser necessariamente um produto, qual a diferença da panfletagem? Em havendo alguma diferença, porque ler um e não ler o outro? A quem se ajuda mais, ou se ajuda da mesma forma, quando se lê outro panfleto ou quando se lê o meu?

No final das contas: pego ou não pego os panfletos?
 
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11/11/2014

Um cocô  que me rendeu homenagem!


Tem coisa bonita nesse mundo né?
Recentemente ministrei uma oficina de literatura de cordel numa pequena cidade. Que me perdoem os moradores da cidade, mas não estou dizendo que a cidade é bonita (também não disse que ela é feia). As condições da oficina é que eram lindas!
 Os alunos vieram até a praça onde seria, escolhemos uma árvore, colocaram as carteiras escolares e fomos a poesia!
É verdade que as vezes passaram carros e nos atrapalharam um pouco, mas muitas vezes os veículos que passavam eram tratores e carroças, o que deixava a paisagem mais bucólica ainda.
Conversamos, brincamos de rimar e de repente minha lousa é atingida por um “tirambaço” de um pássaro qualquer, que pelas medidas do fiofó não consegui identificar a espécie. Brinquei muito com isso e todos nos divertimos.
Falei que os pássaros estavam cansados de “mirar” nos moradores e como eu era turista fui premiado.
As vezes uma verdade precisa ser arredondada pra ficar mais poética, as meninas entenderam...Como eu tinha dito que qualquer coisa no mundo pode ser tema de cordel...

Dizem que por aqui
Vivia um baita passarinho
Era só passar por perto
E a bomba caía do ninho

Mas enjoo do pessoal
Que ali na cidade vivia
Quando via turista
Se enchia de alegria

Um tal de Tiago
Na inocência passo
E o bendito passarinho
Em sua cabeça disparo

Ôh dózinha do Tiago
Gritô irritado
O cabelo tava limpinho
Mas vai embora cocozado


Embora não seja métrica comumente usada no cordel, as meninas (de 12 anos!)
tinham acabado de entrar na brincadeira de rimar.
Parabéns as autoras Mirielen e Ester Tainã da cidade de Prado Ferreira - PR


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04/11/2014


Tem custo?

Fui  hoje pela manhã ao supermercado e fiz compras. Só o necessário para a semana. Quando passei pelo caixa, antes mesmo da funcionária registrar minhas compras, perguntei: “tem custo?”. A garota me olhou com uma expressão de interrogação e atabalhoamento, mas ainda conseguiu ser simpática e responder: “Sim, senhor”. Só respondi um “obrigado” e fui embora, deixando as compras no caixa.

Ainda um pouco antes do almoço, parei o carro no posto de combustíveis e pedi para o frentista encher o tanque. Antes mesmo que ele colocasse o bico da bomba no tanque do meu automóvel perguntei: “tem custo?”. O frentista coçou a cabeça, como que não acreditando no que estava ouvindo, mas ainda assim manteve a paciência e respondeu: “sim, senhor”. Agradeci, pedi que ele fechasse o tanque, peguei a chave e fui embora, deixando o coitado com cara de espanto.

Na hora do almoço, fui a um bom restaurante. Um buffet de encher os olhos. Fiz o prato com muita salada, peixe, massas e um monte de bobeirinhas. Ao pesar a atenciosa senhora pede o meu cartão para marcar o valor. Parei e perguntei: “tem custo?”. A senhora fez uma cara feia e respondeu: “Sim, senhor”. Pensei em ir embora, mas comida não se joga fora. Então passei a comida do meu prato para o senhor que estava atrás de mim. Agradeci. E saí tranquilamente, deixando agora os dois sem saber o que dizer.

Início da  tarde,  liguei para uma professora, que também ministra aulas particulares. Meu filho está precisando melhorar em matemática. Conversei com ela, me explicou o seu método, disse seus horários livres e fechamos duas vezes por semana, durante um mês. Antes que ela desligasse o telefone, perguntei: “tem custo?”. Não tive tempo de agradecer, pois só ouvi um “tu-tu-tu-tu-tu”. Desligou na minha cara. Deve ter achado uma petulância minha pergunta.

À noite... não. Não vou continuar, porque você já sabe aonde chega essa conversa.

Mas se você acha que é impensável perguntar num supermercado, posto de gasolina, restaurante ou para uma professora se o trabalho deles “têm custo”, porque quando você quer contratar um ator, músico, circense, palhaço, ilustrador, espetáculo, show musical ou qualquer coisa do gênero, essa pergunta sempre está presente?

Sabe do que vive uma artista? Da sua arte. E o fato do artista ter prazer no que faz, não impede que também ganhe para isso. Trabalho não é sinônimo de sofrimento.

Já dizia Cacilda Becker:  “Não me peça para fazer de graça a única coisa que sei fazer cobrando”.


Bora pensar...


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28/10/2014
O dia em que perdi para Dilma



Começo o texto já deixando bem claro que não se trata de manifestar meu voto, apoio, ou desapoio, ou contentamento, ou descontentamento - com o resultado das eleições. O título visa somente o Ibope (ou Datafolha) para a postagem, chamar sua atenção para o texto. Se consegui por isso e uma vez deixado claro que não se tratará aqui da temática eleitoral cabe a você, sempre você, caro único leitor deste blog, desistir de ou permanecer a ler isto.

Mas há de se considerar que o título é pertinente. Perdi, de fato, para a Dilma. E também para o Aécio. Um pouco também para os demais participantes.

Perdi para o processo que se tornou disputado, que se desfez em acusações, debates, leviandades e quedas de pressão. Separou familiares, amigos, sócios, tudo por uma questão de opinião. Sem contar as infindáveis “desmarcações” de feed no face, que, se o Mark parar pra contar nunca foram tantas na história recente deste país.

Não, não vou fazer isso. Não falarei que quem perdeu fomos todos porque eram candidatos ruins, etc. Também não direi que quem perdeu foi o processo democrático rasgando o país ao meio, meio que nunca foi norte e sul, sudeste e nordeste, rico e pobre.

Cabe explicar: estivemos nós do Triolé depois de algumas centenas de quilômetros, a conhecer, neste final de semana de eleições, o Circo da Dona Bilica, em Florianópolis/SC, espaço cultivado, cultuado e sonhado pela Cia Pé de Vento Teatro. O lugar é incrível, com pessoas incríveis, facilmente de se perceber que se trata de algo sonhado a se realizar. Além do encanto do lugar, passamos algumas horas com o sempre nosso mestre Pepe Nuñez. E de quebra e quase que por delírio da produção do espaço, nos apresentamos por lá. O público não foi bom. Por todos os motivos possíveis além dos de sempre, acreditamos que estavam todos absortos com as suas intenções para com o segundo turno das eleições presidenciais. Não só lá, como em outros lugares também, foi difícil de se apresentar, até com sessões canceladas por conta da falta de público.


Perdi, pois. Perdi porque em um final de semana em um lugar mágico, repleto de aprendizado, de ensinamento, ninguém ou quase ninguém queria saber de palhaço. Ao menos, de palhaço de profissão.

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21/10/2014

Ode aos homens que pegam...


Hoje escrevo para homenagear os homens. 
 Principalmente os que usam rosa fora do Outubro Rosa. Escrevo hoje para homenagear os homens pegadores... Aqueles que pegam, assim como eu, os sintomas da TPM de suas mulheres. 
Nós, homens de TPM, somos uma raça pequena, acredito . 
Posso citar dois deles, Eu e o Borracha (nosso amigo do seio). 
O Borrachinha é casado há 20 anos (ai que lindo) "lá no começo era pior, eu sentia uma coisa, uma dor, calafrio, dali a pouco ele tinha também", nos conta Carla Borracha , a matriz da TPM dele.
Ela conta ainda que o Borrachinha foi melhorando disso ao longo dos anos e hoje praticamente não apresenta nenhum sintoma, ou simplesmente ele parou de dizer...

Não estou falando de TPM masculina não!!!! Estou falando da TPM feminina ser transmissível em alguns casais que se amam!!!
Comigo o caso é esse. Outro dia estava me sentindo muito irritado com algumas coisas, eu disse a ela como estava e ela me disse que estava "no período", complementou citando um a um os sintomas e eram todos os que eu tinha!
Hoje mesmo sofri pra conseguir escrever esse texto, muita enxaqueca (que nunca tive antes), achei estranho, mas a "patroa" disse que costuma ter, pronto, explicado.
Mas não acho ruim não. Se ela não está irritada, não desconta em mim!
 Ou galantemente direi que assim divido com ela essas dificuldades de ser mulher... 
 Mas pra hora do parto ahhhhhhhh tomara que não doa em mim!!!




PS: Se voce ficou curioso sobre a TPM feminina olha o que um pesquisador escoces descobriu:
Gerald Lincoln,  descobriu uma anomalia hormonal masculina que ele batizou de Síndrome do Homem Irritável (SHI), uma espécie de equivalente masculino da velha TPM. Lincoln encontrou a síndrome em carneiros – no inverno, o nível de testosterona desses animais cai mais de 90% e, como resultado, eles ficam agressivos, irritados, confusos e extremamente emotivos. Mais ou menos os sintomas da TPM. Isso surpreendeu os cientistas porque geralmente se acredita que agressividade está associada a altos níveis de testosterona. Agora, Lincoln está tentando confirmar sua hipótese de que a SHI afeta também humanos – e de que muitos homens com diagnóstico de depressão precisam apenas de uma reposição hormonal para se sentirem melhor. Segundo ele, a SHI é causada por fatores emocionais e estresse, que derrubam os níveis de testosterona.

O Texto acima (o pedaço do "PS") acima foi retirado do 
http://super.abril.com.br/ciencia/homem-tambem-tem-tpm-443270.shtml

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14/10/2014

Maria minha...

Já te amo sem te conhecer. Estou começando a entender o que é esse negócio de amor incondicional. Por enquanto você é só uma barriguinha, uma imagem no ultrassom, uma vontade que aos poucos se transforma em realidade.

Ouvir seu coraçãozinho batendo 150 vezes por minuto e vê-la pela tela da tevê se mexendo, se formando, foi uma sensação única, indescritível. Choro todas as vezes que lembro.

Perdoe-me pelo mau jeito que terei muitas vezes, sou desajeitado por natureza ou como diz meu parceiro Ritalino: “Você é atrapalhado pra burro!”. Imagino como serei mais atrapalhado ainda com você no colo, te dando banho, trocando suas fraldas, brincando ou te alimentando (fique tranquila, o peito quem vai te dar é a mamãe). Você vai se acostumar com esse paizão que se sente muito mais à vontade quando usa o seu “porta muco escarlate”.

E por falar em nariz vermelho, boa parte da sua família tem essa característica: você ainda vai conhecer o Lambreta, o Ritalino, o Tuta, o Borracha... todos, como seu pai, tem essa mania boba de ser bobos...

Mas tem também seus tios, irmãos da sua mãe, irmãos do seu pai (irmãos de sangue e de alma), avós, avô, primos... Nossa, tem um monte de gente que está esperando sua chegada, você não imagina (mas deve sentir) quanto amor já te espera por aqui.

 Aproveite esses meses no conforto da barriga da mamãe, cresça, fique forte e sinta meu carinho aqui de fora, porque quando você chegar vou te encher de beijos e  carinhos. Te esperei por toda uma vida.

Maria minha, te amo!


Do seu “Pailhaço”

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07/10/2014

Candidato o tema é: Nascimento


E o tanto que coçou falar sobre as eleições hoje. Entretanto, tem muita gente já falando sobre isso.

Vou falar de um assunto quase que pessoal, meio que como piada interna. Fuçando nos meus emails encontrei o exato momento em que conhecemos um grande amigo nosso, essencial para o que hoje é esse troço que se chama "triolé". Vi nos emails como começamos a conversar com o Carlos Nascimento, o Nacci, desenhista famoso da cidade e pai do maior (de prestígio, não de tamanho) colunista mirim piralhaço da cidade, o Tuta.

Gostamos de dizer no Triolé que isto aqui é feito de encontros. Obviamente, como toda "vida" real e normal, tivemos desencontros. Encontramos o Nacci em conversas de email e trocas profissionais, hoje somos da família e ele é da nossa, membro indispensável, amigo leal, e o melhor desenhista tradutor de "baleiês" para bebês de pouca idade.

Quer conhecer um pouco mais do Nacci e de sua obra? Visite o Triolé, lá tem uma exposição bela dele, além dele ter feito toda a ornamentação da nossa sala do sofá! Se ficou curioso, veja as imagens com parte das nossas trocas de emails. O Ibope e o Datafolha à época disseram que era uma mera troca de emails profissionais, mas pela margem de erro pra mais ou pra menos hoje somos parceiros, compadres, amigos.






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30/09/2014

Eleição e espetáculo:
quem não for justifica ou paga multa!


O mês de Setembro está acabando. O mês de Outubro está chegando... e junto com o Outubrinho vem a eleição, "a maior festa da democracia brasileira". Mas não se exalte, não falarei mais do mesmo .(Talvez fale sim).
No domingo, dia 5, vamos as urnas. E por ser a coluna FALA PALHAÇO! Mais próxima desse dia, vou dedicar ela a conselhos, para você único leitor e também pra eu não esquecer.
Essa semana investigue seu candidato (já era pra ter feito né?), mas não acredite em tudo  que os sites e jornais dizem. Veja debates, mas não seja tapiado. Seja humano e não vote em candidatos desumanos! (isso é óbvio né?).
Não eleja um candidato que queira esmagar as minorias e sim um que queira governar para todos. Não eleja um candidato ignorante.
Não eleja um candidato que está cumprindo mandato em outra função e a abandonará. Um vereador que largará a vereança para ser deputado por exemplo. Explico (assim como Lambreta me explicou e concordei): Elegemos o candidato para um mandato de 4 anos e não 2, se ele está largando para um cargo mais importante, ele na verdade está fazendo uma escalada política! Seja digno e cumpra o mandato que prometeu que faria e que o eleitor acreditou. Tenha honra candidato!
Caro leitor eleitor, se acreditar em algum candidato e elege-lo, acompanhe o seu mandato, não faça da eleição uma obrigação, mas saiba que o elegido agora tem uma obrigação. Acompanhe se ele anda fazendo o que prometeu. Se não tivermos força para tira-lo de lá (embora a gente tenha sim) ,pelo menos não vote novamente nele.

E MAIS IMPORTANTE QUE TUDO QUE DISSE ATÉ AGORA: NO DOMINGO, VOTE PELA MANHÃ...

POIS A TARDE TEMOS BAGAÇA REGISTRADA NA PRAÇA NISHINOMYIA (PRAÇA DO AEROPORTO) AS 17H!!!

Vote pela manhã, almoce com a familia e no fim da tarde vá brincar conosco na praça do aeroporto!!!







Fala Palhaço! especial com Tuta Batuta, 8 anos, nosso novo colunista, que estréia a coluna "O Incrível Mundo do Piralhaço Tuta Batuta" no dia 8 de outubro. 

23/09/2014

 Bom dia caros leitores, essa é a primeira vez que escrevo neste blog que tanto amo.

Já começo com uma pergunta:

 “Você sabia que não é preciso ser adulto para ser palhaço?”

 Por exemplo, eu, Arthur, codinome Tuta Batuta. Vou contar sobre o dia em que me tornei palhaço, foi no dia 27.03.2013, na inauguração da Vila Triolé Cultural.

Vou contar como foi: como era inauguração, estava tendo um evento na Vila Triolé Cultural e quando acabou e a maior parte do publico já tinha ido embora e eu também, meu padrinho, o Alê pediu para que esperássemos um pouquinho, e aí eles, Mereceu , Lambreta e Ritalino me chamaram ao palco e me batizaram com torta na cara e tudo! E ainda me deram o nome de palhaço, Tuta Batuta.

 A partir daí arrumei um figurino, sou um piralhaço, pirata com palhaço, uso uma bandana, nariz e às vezes um tapa olho!  Acho até que já me viu em algum espetáculo.


E como já falei o que devia: tchau galera  :P :o )




16/09/2014

Do ressentimento para música clássica

Eis que estou sentado elaborando assuntos e textos estratégicos e estrambólicos para o "fala" de hoje, e uma ideia me é recorrente. 

Escutei uma entrevista do escritor Luiz Felipe Pondé, onde ele dizia sobre seu livro "A Era do Ressentimento". Em resumo, ele considera, a partir de reflexões sobre a obra de Nietzsche e outras reflexões, que estamos em uma época que nos fez ser uma "civilização de mimados que não é capaz de escutar nenhuma crítica sem achar que é uma questão de ofensa pessoal".

"'Dá hora' esse negócio, vou pesquisar, de alguma maneira concordo com a premissa. Vou escrever aqui no blog e zás". Este foi meu pensamento. Mas por um estalo resolvi olhar minhas últimas publicações, e vi que o meu mundo nesta coluna estava um pouco crítico. Quero falar de coisa boa que não a tecpix.Também pensei que tenho que estudar um pouco mais para falar da ideia de um livro que eu não li. Reconheci minha inabilidade sobre o tema.

Revisitando então minhas outras ideias, encontrei uma que me parece interessante, onde eu sou igualmente ou ainda mais inábil. Ouvi por esses dias ("Mentiroso! Você ouviu ontem, quer falar que foi por esses dias para dar um ar de preparo para a ação da coluna ou passar a impressão de que você é culto porque assim parece que você ouviu e leu muita coisa por esses dias", disse minha consciência ressentida) o Podcast do programa "Fim de expediente", da Rádio CBN. A entrevistada do programa era a Heloisa Fischer, especialista em música clássica.

A minha inabilidade virou curiosidade. O tema é discutido de maneira tranquila, desprovido de uma elitização que a mim, muito distante, pareço ver quando se fala em música clássica.

A discussão seguiu tão tranquila, que a mim, um dos momentos altos foi quando perguntaram sobre o momento de se bater palma em uma apresentação de música clássica. Quem já foi em alguma apresentação de orquestra sabe que a música para, mas nem por isso de fato acabou, e muita gente se engana e bate palma nesse momento de parada e outras muitas gentes a reprimem.

Qual não foi a minha surpresa, não há o momento certo, nem deveria haver. Alguém convencionou isso para os tempos atuais mas parece que antigamente não era assim. A moça especialista no assunto disse que tem estudos históricos que revelam que o momento de pausa era sim cabível de ser aplaudido. Cita  inclusive uma carta de Mozart em que ele dizia ter acabado de compor uma parte de uma obra e que ele tinha certeza que na pausa o teatro viria abaixo. Não com essas palavras, provavelmente, mas vai discutir com MOZART? Tô de boa.

Enfim, o "fala" de hoje é uma proposta para nós reconhecermos nossas inabilidades e críticas, sem ressentimento, mas com curiosidade. Não posso falar sobre o tema do ressentimento social ou da música clássica, mas por este, estou disposto e curioso. Quem quiser, por favor, ajude-me a conhecer a música clássica.





09/09/2014


Eu sou é chato e tem tiro pra todo lado.
( Desculpa senhor jornalista).


Você vai ao médico as 8h20,  pois tem hora marcada para consulta: 8h30.
Senta-se na sala de espera e nem se preocupa de pegar revista, afinal de contas já ta quase na hora.
As 8h35 você resolve pegar, talvez o tempo passe depressa e já te chamarão. Na cabeça aquela certeza que ao abrir a revista ouvirá seu nome. Não.
Então vamos ler. Ao abrir o jornal vejo o título da matéria: Circo. Opa! Leitura gostosa. Não.
A matéria cita a disputa presidenciável atual e aparece até o nome de Getúlio e Jânio. Circo? Onde?
  
    [...] Diz-se das manobras criminosas: "isso é um circo!" Autoridades duvidosas são chamadas de "palhaços"; Vocês sabem o que é uma palhaçada? Não? Então, retornem ao circo e vejam que ela não é escândalo público; Que não é corrupção - roubo, muito menos. As comparações e metáforas nos associam às causas impopulares. Nao existe, no mundo, personagem tao popular e querida como nós! [...] Basta! Continuemos protestando, porque isso se faz necessário. Mas não usem nossa personagem e nossos narizes em vão. Nossa profissão é criar a alegria e não a corrupção; É alimentar a vida e a igualdade de todos E não o roubo de poucos.
 Mário Bolognesi

Desserviço!
 Durante a efervescência de espetáculos que um festival de teatro proporciona, com toda mídia possível tive certeza que leria sobre arte. A imagem do nosso trabalho já não é das mais valorizadas. Por favor, deem mais espaço para ela! (Mas de um jeito bacana!)
Ao longo do ano a arte local, quando consegue espaço na mídia local, é rodapé, tudo bem, mas os espaços principais ficam destinados a atrações que muitas vezes passaraõ na TV ou um show que acontecerá em outro estado, ou algo do tipo. Será que um programa dominical televiso precisa de mais mídia? Em época de festival esta critica não vale, pois fala-se muito do evento (até porque traz atrações de fora). 
Santo de casa pode não fazer ressuscitar, mas seus passarinhos de barro voam! 
Desisto da leitura, vou ver TV. Num programa matinal está passando uma matéria sobre cuidados que se deve ter com o casco do touro. Não posso criticar, pois esses cuidados são importantes. O animal sofre se estiver com probelmas na pata. Seu casco deve ser cuidado como uma unha. Mas pra prender o animal no espaço do tratamento precisa mesmo puxa-lo pelo nariz? 
Durante 5 minutos o espectador assiste um homem quase rasgar o nariz do animal puxando-o por ali!!!
Mas eu é que sou chato, hoje só escrevi desabafo. Nem sei porque to falando disso, não me dou bem nem com os gatinhos lindos que moram comigo. 


PS: As 10h fui atendido e quando o médico proseou comigo sobre politica por 20 minutos entendi porque tudo estava atrasado. (E viva os médicos que proseiam)
PS 2 : (falei bem do médico, viu?  Não to tão pessimista assim)
PS 3: (falei bem, mas que o lascado deu chá de cadeira em meio mundo ahhhhh ele deu)





Fala Tuta!!!

Hoje o meu Fala Palhaço!!! é em homenagem a um pequeno homem que sempre me surpreende. No dia do meu aniversário, que foi em julho passado, me deu um cartão escrito de próprio punho, dizendo que sou o melhor padrinho do mundo. Fiquei emocionado, principalmente porque ele me escolheu seu padrinho. Sabe o peso que uma escolha dessas tem? Eu sei! E faço o possível para estar à altura dessa escolha do Tuta.

Então, em homenagem à familia Nacci (Carlos, Mari, Arthur e Gael), pedi para a Mari (mãe do tuta e do Gael) me encaminhar umas "pérolas" desse pequeno filósofo. Por isso, hoje o Fala Palhaço!!! passa a ser o FALA TUTA!!!! 

Vamos lá:

 (entra a vinheta)
Pérolas do Tuuuuuuta


I
Um dia na hora do almoço: 
Arthur - Mãe!! Sabia que meu nome é de REALEZA? 

Mari - (Caros amigos, imaginem a minha cara!!) Ah é filho!! Como assim, Realeza? Não entendi! 

Arthur - Ué! É nome de rei, então nome de Realeza!! 

Mari - (È mole? E como, sou mãe e também professora...Tive de contra argumentar) REaleza que tira e leva o lixo, que arruma a cama, o quarto e lava cuecas!!! 

Arthur - MãEEEE ,só disse que o NOME é de realeza,  O NOME!! ( essa última parte bem lento e alto) 


II

 "Mãe, se um dia eu encontrar os Beatles vou ter que pedir um autógrafo de cada um!" e volta a cantar (do seu jeito) "All you need is love", a preferida dele


III

Quando tinha mais ou menos uns três anos estava Mari e Carlos no clube, descendo umas escadarias, e nessas escadarias tinham dois rapazes conversando, eis que o Tuta pára de andar e aponta para um dos moços: 

- Mãe, olha... 

-  O que ,meu filho? 

-  Esse moço não tem papel em casa... Desenhou na pele!! (O rapaz tinha tatuagens no corpo) 


IV

Uma vez no posto de combustível, enquanto o pai ia pagar, ele leu uma placa e disse:

-  Mãe, não vamos mais voltar neste lugar!!! 

-  Por quê filho? 

- Porque aqui eles não gostam de sons da natureza , olha aquela placa 
(apontou a placa que dizia: PROIBIDO SOM DE QUALQUER NATUREZA)


V

A Mari grávida, chega um dia e fala:

-  Filho você será Tato (irmão mais velho) 

-  EU?? Eu não, não faço parte dos cinco sentidos...


(entra a vinheta)
 tóióíóíóimmmmm




26/08/2014

Desabafo agradecido

Peço desculpas pelo atraso para a publicação de hoje. Assim como peço desculpas pelo aspecto piegas que este texto promete ter. Clichês, melosidades e afins, com toda certeza, estarão presentes.

Já escrevi aqui mesmo sobre a escolha que fiz (se é que a escolha já não estava feita), entre o curso que cursei e o curso que escolhi para a vida. Escolhi, de alguma maneira, trabalhar e viver com e da arte. Arte, cultura, teatro, palhaço, acho que as palavras se misturam aqui e privilegiar alguma delas seria ingênuo.

Escolha feita, o caminho é difícil. Mesmo porque acho que nenhum caminho é fácil, mesmo os que parecem. No caso da cultura/teatro/arte/palhaço, as dificuldades são as imagináveis e as inimagináveis, assim como em qualquer profissão ou escolha de vida, já foi dito.

Mas imagino que em cada escolha de vida ou profissão há um momento em que tudo parece fazer sentido (avisei sobre as pieguices), onde o fôlego ganha força para passar por mais outras dificuldades conhecidas e as que ainda estão para se conhecer.

Gostaria de apresentar um meu momento, e por ele agradecer.

Domingo passado (24/08), apresentamos o espetáculo Bagaça Registrada, pela programação do FILO 2014. Em que pese toda a nossa parca divulgação e todo o público que o festival já possui, nada paga ou apaga da minha cabeça grande o tanto de gente que ali esteve conosco, para nos assistir e estar com a gente.

O meu mais sincero e meloso muito obrigado.









19/08/2014

O molho tá muito caro!


Amigos e amigas, hoje a coluna do FALA PALHAÇO é um desabafo. Hoje a coluna aponta para algo que já foi alvo de indignação tantas vezes: Imposto.
É bem sabido por todos que tudo quanto é produto nesse país tem uma parcela  grande de impostos embutidos no seu valor.
Você está lendo este texto sem graça no seu computador ,que você comprou (e pagou 24% de impostos), sem se preocupar se a sua conta de luz iria aumentar... Em consumo...  pois de imposto a sua conta de luz já tem exorbitantes 48%...
Estive recentemente próximo a fronteira com o Paraguai (mas não fui buscar muamba não viu). Notei que muito produtos estão em falta no lado brasileiro da fronteira. Não há lojas, pois as pessoas vão buscar em outra pátria o produto mais barato... muitas vezes burlando nossas leis...
Mas quer saber o que me indignou mesmo? Não foi tudo isso. Vou contar.
Um parente me enviou um produto do Japão e eu utilizarei no meu trabalho de palhaço. O correio custou 1/4 do valor do produto. Até aí tudo bem pois o 'treco' estava bem longe mesmo né? Mas ao chegar aqui foi cobrado um impostinho de apenas 60% do valor do produto!!!! 
('peraí' que tem mais um pouquinho de exclamação !!!!!!!) 
O documento que me foi encaminhado falando para ir PAGAR  e retirar o produto dizia (em outras palavras) que se estava insatisfeito com o valor eu poderia questionar, o produto continuaria lá, eles refariam o calculo e isso PODERIA AUMENTAR AINDA MAIS O VALOR!!! (Eles me ameaçaram?). E ainda por cima eu teria que pagar diárias pois o produto ficaria lá no depósito!!!!
Meu papai diria que meu molho tá ficando mais caro que o peixe.
Hã????
Não acho que deveriam 'zerar' o valor do imposto, mas 60%?
Quem sabe um dia os produtos tenham menos imposto e aí sobre mais dinheiro pra gente jogar confete pra cima (porque com o confete tendo 44% de imposto fica caro).




PS: Os valores dos impostos mencionado acima não são ficticios! Eles estão na tabela da Federação das Industrias do Paraná (FIEP) e está disponível no link:








12/08/2014


Poluição visual e mental 




E abrem-se as porteiras para mais uma corrida eleitoral em nosso país!

Olha eu aqui de novo, voltando a assuntos que provavelmente já escrevi outras vezes nesse espaço. Mas vamos lá, já que sou um repetitivo assumido.

imagem meramente ilustrativa
Hoje, caminhando pelas ruas comecei a ver algumas placas de políticos, ainda tímidas, uma aqui, outra acolá... plaquinhas inocentes, mas que vão tomar conta de todas as ruas da cidade em pouco tempo. Você não conseguirá caminhar na calçada sem trombar com um cavalete. O tombo será certo e ao levantar dará de cara com aquele sorriso maroto e o olhar mais camarada do mundo. Só falta a foto te estender a mão para ajudar a levantar e em seguida passar um santinho, pra você não esquecer quem “te dá a mão”.

Pois é, eu reflito:  que país é esse? Porque o político tem regalias que nós simples mortais não temos? A começar por essa poluição visual, que empresa nenhuma pode fazer (e nem deveria mesmo). Não estou dizendo que quero o mesmo direito dos políticos, “só”quero que eles tenham as mesmas obrigações que as minhas.

Sabe outra coisa que me incomoda? Santinho espalhado no chão. Eu não jogo papel no chão porque quero minha cidade limpa, mas aquele cidadão que vai à televisão e sobe no palanque para dizer que é isso ou aquilo, não mede esforços para sujar as ruas com seus santinhos e diabinhos.

Esse ano, decidi que vou fotografar e postar quando encontrar santinhos espalhados pelo chão. Primeiro, para eu lembrar que não vou votar nesse sujão e segundo, para ver se consigo um pouquinho de vergonha desse mesmo cidadão.

Você, único leitor desse humilde blog, reflita muito bem em quem votar, porque a hora de “acordar o Gigante” ou de “cantar o hino à capela” e bater no peito dizendo que “Sou Brasileiro e não desisto nunca” é agora. É nesse momento que nosso PAÍS não pode perder de 7 x 1.


Finalizando e só para descontrair um pouco, encontrei umas propagandas eleitorais no mínimo surreais. Não sei dizer se todas são verdadeiras, mas vale a pena se divertir um pouco com essa criatividade esdrúxula:







Tem coisas muito piores, único e ilustre leitor deste humilde blog, mas minha vergonha alheia não permite que eu compartilhe com você.



 
05/08/2014 

Vende-se credibilidade

Eu gosto de acompanhar, de maneira sempre muito leiga, as andanças do marketing em geral. Gosto de ver sacadas e tendências. Gosto, principalmente, de entender quando de maneira muito sacana alguma propaganda "me pega". Digo no ato, "filho da mãe (é óbvio que não digo necessariamente "mãe"), mandou bem nessa".

Gosto também quando vejo discursos e nele encontro nuances que igualmente "me pegam". Sempre uso como exemplo o novo Papa argentino, em discurso aqui no Brasil, dizendo que se pudesse tomaria "cafêcinho" em todas as casas e rindo completou "pinguinha não", rindo como quem pensasse naquele momento "mas se fosse um 'vinhocinho' ahn?". Quando vi esse discurso ao vivo pela tevê na hora pensei "filho da mãe, me ganhou nessa risadinha véio maroto" (com todo o respeito e carinho da expressão).

Mas não gosto e me provoca por demais, quando na publicidade ou no marketing mesmo pessoal se vende a credibilidade. Propagandas ou falas do tipo "sou isso e isso e isso e fiz isso, isso e isso, e por isso, isso e isso eu mereço o seu respeito, então confie em mim e compre essa paçoca" (como se paçoca precisasse de propaganda). Nesse momento entendo que o que está a venda, além do produto, é a credibilidade de quem fez a propaganda. Porque se a paçoca for ruim (como se existisse paçoca ruim no mundo) deveríamos nunca mais confiar em quem nos indicou aquilo. Certo, Maluf?

Sobre isso, escreve muito melhor que eu o Palhaço e Dramaturgo Hugo Possolo em seu texto disponível aqui: http://www.brasilpost.com.br/hugo-possolo/o-valor-do-sorriso-embutido_b_4952395.html.

Sobre isso eu também sempre digo que eu tenho um projeto de lei na cabeça que obriga quem faz a propaganda usar o produto. Quero, de coração, ver a Xuxa usando Monange e a Fátima Bernardes comendo 'mortandela' com Guaraná.

Sobre isso e isso e isso, por fim, cheguei ao ápice da minha parca inquietude quando ouvi na rádio e posteriormente vi em vídeo um comercial em que o midiaticamente famoso maestro João Carlos Martins me dá um conselho. Ele é famoso por sua história de superação e amor à música, sinceramente não conheço sua história além do que já é senso comum.

Nesta propaganda o texto é basicamente assim: "Se você me pedisse um conselho, eu diria para você, VIVA. Se você me pedisse outro conselho, viva em um imóvel desta marca". Pelo menos foi isso que eu ouvi, faça a sua leitura.

Sério que um senhor com uma vasta experiência de vida, MAESTRO, teria como segundo conselho a me dar comprar um imóvel de determinada construtora? Nada contra o imóvel, nunca entrei em um, acho, mas, sério que é esse o conselho? 

Tenho certeza que ele tem conselhos melhores.

Tire suas próprias conclusões vendo o vídeo. Vai que você acha o seu apartamento do sonhos (tô fazendo "mechan" também agora?)



29/07/2014

O sonho de ser palhaço



Um garotinho perdeu o pai vítima de assassinato. Mudou -se com a mãe para uma cidade bem menor e ali deparou-se com a profissão que queria seguir pela vida!
Qual profissão? Palhaço.
O garoto sonhava quando criança em ser palhaço. Os pequeninos circo sem teto, sem cobertura, chamados  ali de "Deus, tomara que não chova" ou "Pinico sem tampa", chegavam na cidade e os olhos do menino brilhavam.
Assistia ao espetáculo e quando o circo ia embora ficava repetindo as falas do palhaço por semanas!
O menino não se tornou palhaço pois sua mãe não deixou.

O menino descrito acima é Ariano Suassuna.
Faleceu semana passada, fazendo muitas de suas frases, (principalmente as engraçadas) e muitos trechos do "Auto da Compadecida" , rechearem o Facebook, inclusive por este que vos escreve.
João Ubaldo Ribeiro e  Rubem Alves também faleceram recentemente e merecem todas as homenagens por  conta de suas obras, mas depois de um dedo de prosa com minha amiga Raimunda de Brito Batista precisei escrever esse texto.
Até hoje repito as falas de Chicó e João Grilo! E de todos os demais personagens!!!
Quero hoje ser o palhaço que tú foste.
Ariano (desculpe a intimidade, mas tratarei pelo primeiro nome) não é só "O AUTO DA COMPADECIDA", ele tem muitas obras. Mas até por virar curta séria e depois filme, essa obra se popularizou demais, os atores também incríveis! Mas que texto!
Ariano fazia rir em suas palestras por suas alfinetadas, que muitas vezes pareciam fazer parte de um pensamento anacrônico. Ariano era conservador em algumas posições que tomava, mas essas alfinetadas eram só pirraça! algumas pessoas podem se lembrar de Ariano criticando Chico Science, o certo para ele seria Chico Ciência! Mas após as rusgas, se retratou e viraram amigos.
Ele nos ensinou também que uma coisa era benzer o motor do Major Antonio Moraes, outra bem diferente era benzer o cachorro...  do Major Antonio Moraes.
Segundo Ariano, ele próprio era péssimo pra citações, pois a frase que não servia, ele modificava! (Então Ariano, vou usar das suas como melhor  aprouver).

"Tenho duas armas pra lutar contra o desespero, 
a tristeza e até a morte: 
o riso a cavalo e o galope do sonho. É com isso que 
enfrento essa dura e fascinante tarefa de viver"

E pra quem disser que estou sendo herege em chamar Ariano de palhaço, ele próprio disse:material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,leia-frases-do-escritor-ariano-suassuna,1533030

"Como bom sertanejo, sou muito vingativo.
Quem leu o livro sabe que o narrador
de "O Auto da Compadecida" é um palhaço".









22/07/2014

Aos 45...


Existe uma cultura de quanto mais velhos ficamos, menos temos que comemorar, alardear, divulgar ou expor a idade “avançada”. Grande parte das mulheres, e os homens metrossexuais (imagino eu), isso é ainda mais marcante. Estão sempre querendo esconder a idade para parecer mais jovens. Dizer a idade, nem pensar. É quase uma heresia.



Penso que quanto mais velhos ficamos, mais conhecimento adquirimos, menos chance de errar temos (ou deveria ser assim), mais seguros nos tornamos. Comemorar um aniversário depois dos 40 anos deveria ser motivo de orgulho. Afinal, pra começo de conversa, se chegamos à data do aniversário é porque estamos vivos, e só isso já deveria ser motivo de comemoração.

Já que a data está próxima, reflito que:

Aos 45, posso dizer que já morei em oito cidades diferentes;

Aos 45, já errei muito, mas penso que acertei mais;

Aos 45, passaram pessoas pela minha vida que me amaram e ensinaram muito;

Aos 45, tenho uma afilhada com quase 30 e hoje mora em Dublin; um sobrinho e uma “sobrinhafilhada”  que moram em Brasília, e mais dois afilhados que moram aqui em Londrina, bem pertinho;

Aos 45, ainda não tive a felicidade de ser pai, mas tenho certeza que serei;

Aos 45, venci alguns medos e voltei a viajar de avião;

Aos 45, tenho dois sócios-amigos-irmãos-palhaços, o tipo de encontro que só acontece uma vez (e olhe lá) a cada encarnação;

Aos 45, completo 15 anos como palhaço;

Aos 45, tenho uma família que sempre me apoiou, deu bronca quando precisou, mas o principal, sempre esteve presente e me ama muito;

Aos 45, a vida me deu uma chacoalhada, me virou de ponta-cabeça, fez perder o rumo e começar tudo de novo;

Aos 45, encontrei meu amor;

Aos 45, vivo na cidade que escolhi. Sou pé-vermelho porque escolhi ser. Amo essa Londrina que espero, aos 65, vê-la completar 100 anos;

Aos 45, estou vivo e “só” isso, já é motivo para felicidade.

Caro amigo e único leitor desse nosso humilde blog, eu poderia ficar metros nessa historinha de “aos 45...”, mas não quero perder sua audiência. Registro aqui meu agradecimento por ter convivido e por conviver com pessoas que me amam, por ser feliz no que escolhi fazer e onde escolhi viver.

Esta reflexão não faço apenas “aos 45”, faço diariamente, quando acordo. E agradeço por tudo que escrevi e pelo que não coube nesse pequeno espaço.



Afinal,  no próximo dia 31, completo meus 45.

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15/07/2014

Eu gosto de futebol


Eu gosto de futebol.

Seriamente e não é pouco. É muito, mas muito mesmo. Reitero que gosto e que é muito porque a única expressão capaz de mensurar o quanto gosto ofenderia os ouvidos mais pudicos.


E na minha família todo mundo ou quase todo mundo gosta, deste mesmo jeito e deste mesmo tanto. É irmão que gosta, o pai que gostava, o cunhado e os sobrinhos que também gostam. Deste tanto supracitado, que se usasse a expressão que merece para descrever o quantitativo, remeter-nos-ia a determinado tipo de árvore, árvore de grande porte, longeva (chega a atingir mil anos de idade) e nativa do hemisfério norte.


Meus amigos grande parte também gostam, e em sua também grande parte o praticavam de maneira muito melhor do que eu. E pratiquei.


Pratiquei na praça, na grama da praça ou no calçamento da praça, assim como no calçamento de minha casa, e de casas de vizinhos, onde o gol era o portão de ferro que “explodia” em sonoridade a cada tento, ainda que o ponto não valesse. A cada gol que estremecesse o portão era uma “vida” a menos no desenvolver do futebol por conta da proprietária da residência do portão atingido que ia se enfezando da prática desportiva.
Como disse pratiquei na praça e lá quem se enfezava era o jardineiro da prefeitura, mas este só aparecia por lá a cada quatro anos, olha só que coincidência, o mesmo tempo que demanda entre um campeonato mundial e outro, quando da reforma da praça do bairro distante do centro por razões da chegada do exercício da democracia em sua esfera municipal. 


Pratiquei em casa quando o sol da Califórnia Brasileira de terras ribeirão-pretanas era escaldante (e sempre o é), para desespero de minha querida progenitora uma vez que morávamos em um apartamento de seus poucos metros quadrados e por todo lado os móveis eram de vidro, e não belos carvalhos, árvore já citada neste vão texto. Aproveito o ensejo para confessar que setenta e cinco por cento das vezes que a árvore de natal caiu um tombo de modo a quebrar um ou outro enfeite não tinha como real causa o vento que adentrava pela sacada, mas sim um belo gol que se pintou porém para fora havia se concluído.


Pratiquei em quadras. De cimento duro e batido como nas de belos tacos de madeira. Também já fui em areia, e até mesmo na água se um dia permitiram. A bola já foi da cara, da de promoção, da de bexiga de exposição, já foi da própria bexiga da festa ou bexigão. Já foi daquelas de vôlei baratas de supermercado que mais parecem revestidas de “eveá”.
A prática em si já foi virtual. Desde os tempos em que ainda existiam locadoras e todo final de semana se alugava “Batman: o retorno” e a “fita” de futebol do Master System, onde de tanta prática o time campeão era o Emirados Árabes Unidos, ou à época carinhosamente conhecido como “EuÁ”, para ver se tinha alguma dificuldade. A evolução nos trouxe o International Super Star Soccer e sua próxima versão DELUXE, onde se cometia o despautério de se transformar o juiz em um pastor alemão através de códigos quase satânicos disponibilizados por revistas do genêro videogueimista. Daí para a sua versão três dê, ou daí para a tabelinha mortífera do Play Station de número um foi um pulo.


A prática atualmente caiu para uma frequência quase que semestral, mas não o interesse. Sou desses que por conta da má prática de seu time tem uma leve alteração de humor e que gosta de debater incansavelmente como se houvesse uma resposta quem foi melhor ou ainda é. Assisto gols das diferentes câmeras da época pós-moderna futebolística em que vivemos quantas vezes passarem por dia nos noticiários televisivos. Vou sair do trabalho agora e os comentaristas da rádio estarão falando disso e eu, ouvirei. 


Descrevo e escrevo tudo isso porque é com muito pesar que voltarei a acompanhar o campeonato brasileiro, e o Douglas na lateral direita do meu time, ainda que este rapaz pareça esforçado. Mas voltarei, saudoso da copa que passou.


Da copa que passou e eu por ela assisti, xinguei, praguejei, profetizei, preguei, senti, e se o importante é que emoções foram vividas, posso dizer que as tive. Agora o “ano” começou, mas confesso que estou acometido de uma preguiça saudosa, porque, como eu já disse, eu gosto de futebol para carvalho. E se você leu outra coisa é problema seu, a referência é a árvore mesmo.


Vai Douglas, queima minha língua e se consagra meu filho!



Você também tá com preguiça, Mereceu?


 

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08/07/2014

A boa ação com péssima distribuição!


Caro amigo leitor do nosso blog, longe de mim querer discriminar uma boa ação. Sou um palhaço que tenta ser correto e praticar a boa ação, ajudar o semelhante ("TENTO", eu disse).
Acredito que podemos fazer um pouquinho pelo nosso semelhante e pelo próximo próximo. Sim. Acho que não adianta  ajudar a vítima do Tsunami das Ilhas Malvinas e fechar os olhos e evitar o mendigo que dorme na sua rua.
Na verdade só estou desabafando aqui na coluna "triolética" porque uma noticia de ontem me deixou um pouco indignado, mas só um pouco.
Um vídeo viralizou (olha a modernidade da palavra)  na internet : Um rapaz assistindo a copa do mundo, vendo as cobranças de pênalti ao aparecer um atleta do time adversário o rapaz em questão deu um tapa na televisão e a quebrou!!! 
O vídeo foi compartilhado por muita gente na web mas a minha surpresa se deu ontem ao assistir ao noticiario onde mostrou que o "destruidor de tv" ganhou televisões novas e modernas de TRÊS empresas diferentes, uma delas deu um moderno projetor!!!! (mais exclamação!!!!)
Peraí mundo!!!! O cara encheu a cara de manguaça, bateu na tv por conta de um jogo de bola e por isso foi premiado com três TVs novas? E um projetor?
Trabalho num grupo que gostaria de possuir um projetor para exibir filmes gratuitamente para comunidade, mas não esteve ao nosso alcance (ainda). 
Eis a indignação!

- Lambreta, traz nossa velha TV que eu to com um tabefe pronto!






01/07/2014

Pé na Faixa, luz na cabeça

Uma coisa que me incomoda deveras (ui, que culto), é a falta de educação no trânsito.

Tenho certeza que esse não é um incômodo só meu, assim como, essa falta de educação de motoristas e motociclistas não é exclusiva de Londrina.

Se for pra falar sobre esse assunto, infelizmente, dá pra fazer uma lista interminável de situações: Falta de utilização da seta, motociclistas trafegando nos corredores, furar sinal vermelho, falta de respeito aos ciclistas, parada em fila dupla, entre outros, muitos outros.

Uma coisa tem me incomodado mais ultimamente: as faixas de pedestres. Deixa eu explicar, as faixas de pedestres não me incomodam, o que me incomoda é a falta de mobilização do poder público para que as faixas funcionem corretamente. Há algumas semanas vi uma matéria na TV, dizendo que algumas faixas de pedestres estavam sendo pintadas com o fundo vermelho, para que o motorista tenha mais atenção à mesma. Essa não é uma ideia londrinense, muitas cidades no país já fazem isso. Mas será que isso resolve? Não seria mais um “curativo”, como muitas coisas que temos o hábito de fazer?



Sim, porque penso que se o motorista não para na faixa para o pedestre é porque não existe fiscalização, ou porque não existe faixa, além de não existir educação por parte do motorista, é verdade. Em sua grande maioria as faixas estão mal pintadas, apagadas e pouco sinalizadas. E mais: não basta ter só uma faixa pintada no chão. Pedestre não caminha só durante o dia, é preciso uma iluminação específica nos dois lados da rua, para que o motorista tenha visão de um pedestre aguardando para atravessar à noite. E isso em toda cidade, não apenas no centro.



Incomoda-me esse nosso hábito de colocar só um curativo nas coisas. Não dá pra perder tempo e dinheiro, fazendo campanha para o motorista  que já aprendeu isso quando estudou na Auto-Escola (ou Centro de Formação de Condutores). O que funciona para motorista formado é multa na cabeça. E não me coloco fora disso não.

Esse orçamento tem que ser investido lá na criança, na escola. Pra daqui uns 10 anos a gente começar a ter motoristas e principalmente cidadãos educados. Isso em longo prazo. A curto prazo o que funciona é a lei bem aplicada. E  lei tem que funcionar pra todos. E funcionar de verdade, sem tantas voltas na nossa lenta justiça.

E por falar em lei funcionar, o poder público tem que fazer a parte dele, mas nós temos que fazer a nossa, por exemplo: Quando você quiser postar ou compartilhar nas redes sociais onde está a blitz que fiscaliza motoristas que tenham bebido, não pense apenas que você bebe pouco e dirige, ou que, você bebe mas tem consciência na direção. Pense que você pode estar dando a chance para um motorista que não tem essa consciência, saia por aí dirigindo. Pior, pode causar um acidente com alguém da sua família ou mesmo com você.


Então, quando sentar no carro, ou estiver na rede social vamos fazer um esforço para não nos transformarmos no Sr. Wheeler (aquele tão conhecido personagem do Pateta nesse vídeo aqui). 


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18/06/2014 (eu sei tá atrasado)

Logo será culpa do Jiraiya!


A coluna FALA PALHAÇO! está atrasada essa semana. Culpa minha. Culpa minha nada, culpa da copa!
Virou febre dizer que isso ou aquilo é por conta da copa. Mas não é?
Aqui em casa acabou o alho, o feijão e ninguém deu bola, continuamos comprando milho de pipoca...
E ao ver alguém morando na rua e necessitado outros dirão: Também, com tanto rouba pra copa...
Mas antes dos estádios era uma maravilha né?
Calma, não to defendendo a copa, o amigo,  único leitor do nosso blog, não precisa ficar bravo!
Mas o Brasil está sediando o evento, vamos torcer que dê tudo certo, afinal os olhos do mundo estão voltados pra nossa nação. Se houve roubo, cabe a justiça descobrir e punir (quem sabe seja assim num futuro próximo).
O que não pode deixar de haver é a festa junina! Isso não pode!
Mas se você quer saber, o Brasil sediará outros eventos importantes este ano.
no mês passado a cidade de São Cristóvão- RJ sediou um evento de lançamento de celulares. Não, não estou falando que lançaram um novo modelo no mercado, o evento consistia em arremessos de celulares.
No mês que vêm, dias 16 e 17 a cidade Cearense de Aracati sedia o Circuito de quadrilhas Juninas! Maravilha!
E pra você que ainda não se empolgou com esses eventos, a Comic Con Brasil 2014 trará a São Paulo dias 15 e 16 de Novembro BEAKMAN (do Mundo de Beakman!!!), ELVIRA, (do filme Elvira rainha das trevas que vi na sessão da tarde somente 8.467 vezes!!!!) e Trarão ele. Tchan Tchan Tchan: NINJA JIRAIYA.
Agora o problema é que o resto do ano teremos que compensar esse mês molenga de Copa. Estamos nesse mês trabalhando poucas horas, atrasando relatórios e até colunas (foi mal hein). O resto do ano será de ir atrás do prejuízo e das mercadorias não vendidas.
Brasil, vamos parar pra ver o Jiraiya?







10/06/2014

Começou a Copa, e agora?


Prrrrriiiiiiii.... apita o árbitro e começa a Copa do Mundo de Futebol no Brasil, zil, zil, zil...

Meu caro e único leitor deste humilde blog, o que faz uma pessoa como eu que não acompanha futebol e não sabe sequer o nome de um único jogador escalado para a Seleção Brasileira de Futebol, durante esses trinta dias em que a nossa pátria veste chuteiras e não se fala ou se respira outra coisa?

Não que eu odeie futebol, só não tenho interesse.

Dia desses ouvindo um programa onde mulheres comentam sobre futebol na Band FM, a pauta era “o que fazer durante a copa se você não entende de futebol”. Fiquei ouvindo na esperança de encontrar uma solução para o meu “problema”. Pior é que rodou, rodou e nada. As meninas chegaram a conclusão que o melhor é você aproveitar para confraternizar e tentar absorver as regras do futebol porque senão ficará sem assunto para conversar com seus amigos durante a copa. (!)

Pelo jeito não terei assunto com meus amigos durante a copa, porque no máximo vou assistir aos jogos da Seleção Brasileira, ainda assim, o meu interesse maior será nos quitutes (ou kitrusses, já diria o sábio Ritalino), na cerveja  e na reunião com pessoas queridas.

Já que a Copa é inevitável, pensei em algumas vantagens que você, único leitor pode ter, caso compartilhe do mesmo desinteresse meu:

- ...

- ...

- ...

Uh,

Ahnn...

Ops.

Faz assim, cada um com seus problemas, né? Tem tanta coisa que a gente não gosta, mas tem que engolir.

Então, vamos aproveitar para pelo menos sair mais cedo do trabalho e tomar umas com os amigos, familiares, colegas de trabalho ou só com aquele ilustre desconhecido, que tá assistindo o jogo na tv em frente à loja de eletrodomésticos.

Afinal, é Copa do Mundo no Brasil e tenho certeza que não vou ver outra por aqui, pelo menos nesta encarnação.


PRA FRENTE BRASIL ZIL, ZIL, ZIL!!!!


 
03/06/2014
 
É o Fala Palhaço! É terça-feira! É por volta das dez horas! É cronologicamente depois do Faustão!

Eu tenho diversos, inúmeros, muitos, alguns raros defeitos, e alguns dentre os poucos e raros estão diretamente ligados à televisão. 

Eu assisto em alguns momentos bem específicos. Enquanto almoço ou janto, eu sei, mania, fazer o quê? Acontece que às vezes janto no horário de Malhação e por vezes no horário do Jornal da Globo. Este talvez seja outro defeito, dificilmente ligo em outro canal. Sim, prefiro Malhação ao pinga sangue do balanço geral urgente do Brasil qualquer que passa nos outros canais no horário.

Diga-me você agora "e se não assistisse a nada não seria melhor?". Seria, muitas vezes é.
 
E ligo não porque quero de fato assistir ao que está passando, é mania, ligo porque acostumei a ter algo colorido passando na frente dos olhos durante as refeições. Talvez porque minha grande cabeça fatigada pede um pouco de nada, ainda que isso seja fruto do mau uso que faço dela durante o dia.

Obviamente assisto a algumas coisas por escolha própria, e aí vão elas. As vídeo cassetadas, as mesmas desde 1980 mescladas com algumas novas deliberadamente sampleadas do Youtube. E os gols do Fantástico. Ainda dou risada do furão quando a bola é furada em algum lance do final de semana.

E por conta desses dois programas chegamos ao que eu queria falar hoje (exagerei nas justificativas das razões pelas quais assisto TV).

Já repararam como de uma maneira ou de outra tentam nos empurrar as coisas goela abaixo? O marketing já não se utiliza de "ordens" e frases no imperativo. Já foi o "compre batom" do bombom. Agora é tudo subliminar, tudo atuante no seu inconsciente.

Ouvi dizer que no SBT propagandas da Jequiti passam no meio dos programas e não fazem questão de esconder, "piscam" por dois segundos. Isso não parece nada mas está sendo esfregado na sua cara na tentativa de colocar dentro da sua cabeça à força.

Vamos para o primo rico. Lembram que eu falei que assisto a vídeo cassetadas? Pois bem, entre um reclame do plim plim e outro, aparece o Tadeuzinho falando de alguma reportagem "bombástica", e ao final ele reforça que é no Fantástico, que é domingo, e que é depois do Faustão. Pensava eu ingenuamente "como se alguém não soubesse o horário dessa joça". 

Imbecil!! Estava eu em frente a mais uma forma descarada de tentar enfiar algo na minha cabeça. A repetição era usada como um mantra para que meu inconsciente trabalhasse em prol de assistir ao programa inteiro.

Há quanto tempo isso está sendo feito? Há quanto tempo estou sendo vítima e cúmplice dessa manipulação da minha vontade? 

Enfim, escrevi tudo isso pra dizer que vou tentar mudar. Tentarei não fazer mais minha refeições vendo TV. Buscarei alternativas, pensarei a respeito, vou até procurar ler sobre os malefícios desse comportamento demoníaco televisivo. Procurarei um lugar livre desse tipo de artifício inescrupuloso. Vou entrar no Facebook.




27/05/2014

Ah, esses Triolés petulantes...



Olá único leitor do Triolé. Hoje trago uma curiosidade incrível sobre o Triolé.
É bem sabido pelo mais próximos a mim o gosto pela poesia. Mas coincidência das “boa” é vir parar num grupo com nome de poesia. 
O que? Como assim?
Sim Sim
Triolé (ou triolet) é uma forma poética! Mas a pesquisa foi rápida , então afirmo sem segurança que é uma forma poética originária da França. Por trazer algumas repetições de frases é confundido muitas vezes com o “rondel” também francês...
Mas vim falar do triolé amigo leitor, do Triolé!!!
A estrutura do triolé : uma oitava, ou mais, com duas rimas apenas, de modo que o primeiro verso repete no quarto, e os dois primeiros fecham a estrofe, como o sétimo e oitavo, assim: ABaAabAB , onde as maiúsculas representam os versos que são repetidos. Geralmente cada linha tem 9 sílabas. Caiu em desuso (séc XVI) , retornou (séc XIX) e já partiu de novo...

 Machado de Assis mandou brasa em  “Flor da Mocidade”, in Falenas, 1870:

Eu conheço a mais bela flor:
És tu, rosa da mocidade,
Nascida, aberta para o amor.
Eu conheço a mais bela flor:
Tem do céu a serena cor
E o perfume da virgindade.
Eu conheço a mais bela flor:
És tu, rosa da mocidade.

Que felicidade de nossa parte! 
Se triolé é “ coisa de poesia” já merece duas leituras!
Resolvi me aventurar:

Grupo danado de bonito
é esse tal Triolé
Passa longe do erudito
Grupo danado de bonito
Eu só não me demito
Pois amo essa ralé
Grupo danado de bonito
É esse tal Triolé

Brincadeira a parte, já escolhi o triolé que melhor cabe nesta página do Triolé.
Podem dizer o que quiserem, mas vou jurar de pé junto que o autor escreveu falando de nós rapaz, pois é muito bonito!!!
Trata-se de um trecho do poema olhares do poeta Cruz e Sousa:

OLHARES
  
[...]
Nas explosões de bons risos
Os triolés petulantes
Chocalhem, tinam, precisos
Nas explosões de bons risos,
Tilintem como mil guisos
Sonoros, raros, vibrantes
Nas explosões de bons risos,
Os triolés petulantes.
[...]


As informações sobre a métrica foram retiradas  deste site: http://www.recantodasletras.com.br/teorialiteraria/1809013

E o poema de Cruz e Sousa foi retirado do site:













20/05/2014



Invadimos o Triolé para você ficar sabendo tudo que acontece nos bastidores da vida dos famosos

Tiago Marques lê displicentemente, enquanto Raquel Maria se atualiza com notícias das
redes sociais. É bem possível que ela esteja com uma aba aberta em nossa coluna.


Nosso paparazzo invade discretamente a Vila Triolé Cultural . Note que Gerson "Lambreta" Bernardes
finge que está no computador, mas na verdade está fazendo uma boquinha.
Apesar de todo nosso esforço para passar despercebido, Raquel Maria percebe
nossa presença e disfarçadamente fecha o navegador do seu netbook.


Flagramos Gerson "Lambreta" Bernardes comendo um bolinho e tomando café
Palhaço do Triolé Cultural admite que apesar de fazer dieta, ultimamente têm
feito uma "boquinha" antes dos ensaios de "O primeiro dia da Eternidade".
"...entrei de cabeça para construção dessa personagem, toda essa energia
que dedico deve ser compensada, mesmo que seja com lanchinhos rápidos" - desabafa o palhaço. 


Raquel Maria verifica sua caixa de email
"Gosto de abrir os emails pelo menos umas 5 vezes
 por dia, as mensagens podem
surpreender de uma hora pra outra" - conta Raquel

Tiago "Ritalino" Marques esconde sua leitura de "A doce vida..."
Tentamos de todas as maneiras saber o que faz a cabeça do palhaço mais popular do Triolé. Mas o astro estava sem muita paciência e ignorou nossa presença.
Segundo informações ele ouvia uma aula de russo em seu celular de última geração


Fique sempre por dentro das notícias das celebridades em nossa coluna. Por aqui você sempre estará bem informado, com as notícias mais relevantes da semana e com o que tem de mais importante no cotidiano dos famosos.

Até a próxima!




13/05/2014
 
Instituto Triolé divulga pesquisa de intensão de voto
 

Vamos lá, a Copa está aí, vamos antecipando o próximo assunto do ano. Aliás, muita coisa para um ano. Copa do Mundo, aqui, e eleições, aqui também, deu uma saturada. Dois mil e quinze, ano que vem, vai ficar meio monótono. 

Enfim, propus que o assunto fosse eleições e vamos lá. As pesquisas já estão aí, de diversos "institutos" que avaliam isso. Você, caro único leitor deste blog, já foi perguntado por algum instituto?

A última, acho que do instituto Datafolha com registro sei lá qual em algum tribunal superior, mostrou que por enquanto a Dilma tá bem, e os outros tão vindo aí. Não foi necessariamente isto que me interessou para o texto.

A pesquisa fez uma pesquisa dentro da pesquisa calculando porcentagens diferentes dependendo do nível de conhecimento da população para cada candidato. Por exemplo, nesta pesquisa constatou-se que 57% declararam conhecer muito bem a Dilma Roussef,  enquanto 17% conhecem muito bem o Aécio Neves e somente 8% conhecem muito bem o Eduardo Campos.

Oi?

O que é conhecer bem? Saber quem é, ou o que fez por aí enquanto homens e mulher públicos? 

Porque, sei lá, se conhecer bem for tipo eu conheço o Tiago "Ritalino" e sei que ele gosta de carne seca ou o Alê "Mereceu" e sei que ele tem "respeito" por ratos ou mesmo a Raquel que chegou por aqui faz pouco tempo e já sei que ela tem "respeito" pelo ato de dirigir, se for isso, tudo bem, eu não sei o que a Dilma gosta de comer ou do que ela tem "respeito" (até acho que faço uma ideia).

Mas se conhecer bem for qualquer coisa maior do que "sei quem é" ou "já ouvi falar", temos alguma coisa errada. Isso quer dizer que, 43% dos brasileiros, ou melhor, dos brasileiros entrevistados sabem quem é, ou já ouviram falar da Senhora Dilma. Por extenso para dar um impacto, quarenta e três por cento dos brasileiros entrevistados sabem quem é ou já ouviram falar da Presidente da República. Conseguiu acompanhar a conta e se não, o que não cheira bem?

E se nada é tão ruim que não possa piorar, 1% dos entrevistados brasileiros não conhecem a presidente. Um por cento, de brasileiros, dá hoje cerca de 2 milhões de pessoas. Um por cento, em termos de poupança, é quase o dobro do que tá rendendo. Quantos por cento será que não conhecem o Seu Madruga? Ficaria feliz pelo Sr. Ramon Valdes se ele "ganhasse" da Presidente da República, ainda que isso fosse "um pouco" triste.

Não sei o que dizer mais, a coluna fica por aqui. Tem muito ruído nessa pesquisa zunindo nesta cabeça. Por exemplo, talvez pensar que a culpa nem seja desses 1%, mas de como a informação chega ou não chega até eles. Se sabem ler, ou se essa não é a razão. Se tem saneamento básico ou que qualquer coisa com o adjetivo básico seja de sua posse. Ou se esta também é a razão.

Encerro com uma tirinha (assim que chama produção?) do nosso amigo querido Carlos Nacci. Procurei algum que falasse dos candidatos especificamente, mas fiquei com esse porque mostra os palanques que estão por vir, além dos que já estão aí e a gente nem percebe.

Vale também dizer que este questionamento acerca do desconhecimento da Sra. Presidente não partiu desta cabeça grande, mas ouvi no programa "Fim de Expediente", da Rádio CBN, no dia 09 de maio, levantado pelo apresentador e ator Dan Stulbach. 

Obs:

in·ten·são 
(latim intensio, -onis, .ação de esticar)

substantivo feminino

1. .Ato ou efeito de aumentar a tensão ou de tornar intenso.

2. Alto grau de tensão, de força, de veemência (ex.: intensão da febre). = INTENSIDADE

3. [Fonética]  Primeira etapa da articulação de uma consoante.
Confrontar: intenção.

Palavras relacionadas: 

"intensão", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/intens%C3%A3o [consultado em 12-05-2014].


06/05/2014

Banana saturada da semana


Não teve assunto diferente desde 27 de Abril: Daniel Alves come banana atirada por torcedor.
Se você não sabe do que se trata você está desatualizado viu? (brincadeira) .
Só pra ficar a par, em partida válida pelo campeonato espanhol de futebol um torcedor atirou uma banana em Daniel Alves e ele fez o óbvio, comeu a banana!
Depois disso a foto com banana virou moda! 

Quero dizer que Daniel Alves foi sensacional ao comer a banana, reduzindo o agressor ao nada. Assim como o comediante tenta vencer o mal, reduzindo-o ao que ele realmente é, nada.
Ao comer a banana Daniel mostrou que não liga para o que uma pequena mente pensa e mostrando pra ele pra que é que banana serve meu filho!
Mas o que seguiu isso foi besteira!
Há quem diga que Neymar (que entrou na história aí também) fez o que a agencia de publicidade pediu ao postar foto do filho com "#somostodosmacacos". Não querido! Nunca aprendeu discutir não?
Se alguém diz: "Seu bestalhado!" Você não responde: "sou mesmo! Somo todos bestalhados!"
Daí pra frente muita gente aderiu a campanha que serviu pra aparecer bem na mídia! 

Acredito que qualquer campanha que busca tocar no tabu, mudar tristes realidades, é sensacional!
Agora a campanha (?) virou moda e teve até apresentador global lançando camiseta de "Hashtaguinha".

Vai peidá!
Daniel Alves foi bonito, o que veio depois disso, foi fashion e aí? Já estão revertendo a discriminação em dinheiro! 

Parem de falar em raças, entendendo que cada um tem uma raça sempre alguém vai dizer que tem raça melhor ou pior. Somos seres humanos.
O que me resta fazer hoje é dizer que aqui no Triolé #somostodospalhaços (não é protesto político não! Aqui é assim mesmo)

E no mais vamos rezar pro preço da banana não subir!



29/04/2014


Quatro anos de risos

Dá medir a quantidade de risos por anos? Aqui no Triolé dá,  já que no último dia 24 de abril completamos quatro anos de existência.

Quem lembrou a data, pasme, foi o Gerson  “Lambreta” Bernardes, enquanto nos preparávamos para mais uma apresentação do espetáculo “Qual a Graça de Laurinda?”. E foi justamente com esse espetáculo que nasceu o Triolé, em 24 de abril de 2010. (só pra deixar claro, disse “pasme”, porque nosso companheiro Lambreta Bernardes não lembra nem a data do próprio aniversário, então dá pra imaginar né?)

Há quatro anos formamos uma dupla com o objetivo de criar e circular um espetáculo para o espaço mais democrático que existe, a rua. E também para apresentar em locais aonde dificilmente alguma produção chegaria: pequenas cidades do interior do país. Levantamos o espetáculo com recursos próprios e depois da estréia e de uma pequena temporada de quatro apresentações fomos contemplados com o Premio Carequinha, da Funarte e circulamos por dez cidades pequenas do interior do Paraná. Essa dupla virou trio e depois um quarteto. De lá pra cá não paramos mais, realizamos dezenas de apresentações desse espetáculo, criamos um espetáculo de canções populares para crianças, narração de histórias, um solo de palhaço e no mesmo dia em que completamos quatro anos de grupo, estreou a mais nova produção do Triolé: “Bagaça Registrada”.

“Bagaça...” foi criado por Tiago “Ritalino” Marques  e Gerson “Lambreta” Bernardes com recursos próprios, mostrando que as leis de incentivo estão aí para incentivar e não para engessar. Precisamos sim de financiamento público e privado, mas acima de tudo precisamos de TESÃO.

TESÃO pelo trabalho artístico, TESÃO pelo sorriso e gargalhadas da platéia, TESÃO por trabalhar com pessoas comprometidas e que tem partilham de um mesmo sonho, TESÃO por essa cidade, TESÃO por estar em cena e ter o que falar, TESÃO peloTESÃO. Depois disso, podemos pensar e batalhar (porque esse é o termo mais adequado) em financiamento para a produção.

Não que eu seja contra a relação monetária com a criação artística, muito pelo contrário, só acredito que a necessidade de investimento vem depois de um bom motivo para utilizá-lo. O que motiva um artista é sua criação, o retorno financeiro será conseqüência do seu empreendedorismo.

Bem, desde a primeira apresentação do espetáculo “Qual a Graça de Laurinda?”, em abril de 2010, já criamos pelo menos 5 espetáculos, sendo que a maioria está em repertório e continua sendo apresentado em Londrina e outras cidades do país. Criamos com o apoio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) um espaço cultural a “Vila Triolé Cultural”, estabelecida propositalmente fora da área central da cidade, onde além de espaço para nossos ensaios, oferecemos cursos e oficinas regulares para a comunidade. Temos um ótimo relacionamento com nossos vizinhos que sempre prestigiam nossa programação e estamos felizes por constatar que temos cumprido nossa proposta.

Agora, você único leitor desse nosso blog, acredita que tudo é um “mar de rosas”? É claro que não. Temos muitas dificuldades, principalmente porque apesar de tanto trabalho, o Triolé “ainda” não nos  mantém financeiramente para sermos exclusivos desse nosso empreendimento. “Ainda”, porque esse é o nosso próximo objetivo. Viver do próprio negócio. Tenho certeza que no próximo aniversário do Triolé teremos notícias ainda melhores.


Mais uma vez citando o filósofo Lambreta, gosto de a cada ano que passa fazer um balanço do que tínhamos e do que temos agora. E o saldo sempre tem sido positivo. Vamos torcer e trabalhar para que seja sempre assim.

Pra finalizar, quero agradecer o carinho e o comprometimento dos nossos parceiros de sempre: Carlos Nascimento (Nacci) e família: Mari, Arthur e Gael, Alex Lima e Rogério Ghomes, Altair Fabiano (Borracha) e família: Carla, Malu e Cissa, Patrícia (Sra. Lambreta)  e família, Vanessa (Sra. Ritalino), Mari Tait e Bruno, Jessiara, Adriano Gouvela, Meire Valin, Lafaiete do Vale e Dmitri Fuganti (Super 8 Filmes), Christian Simioni, Barbara Stein, Ude, Manoel “que faz chover”, Valdir Valderramos e Kellen Costa e todos os palhaços (principalmente de Londrina) que são mais que parceiros, são amigos.

Antes de terminar, preciso dar as boas vindas a nossa mais nova parceira Raquel Maria! Que em pouco tempo de convivência já nos tornou dependentes da sua organização!!!

Postizinho meloso esse né?

Mas fazer o que? A gente não se envergonha não (antes que os outros digam, tá tá tá... falo por mim!)

Só uma dica: limpa aí na base da tela que tá escorrendo...


Até a próxima!





08/04/2014

Memes não são aqueles chocolatinhos?


Todos os dias (noites também) muita gente protesta no facebook, alguns dizem até o que estão fazendo no momento (mesmo quando não é interessante), alguns postam piadas, frases engraçadas, lamentações, baboseiras, etc.

Sou do tipo que faz isso também.

Será que noticiamos o mundo sobre o que fazemos para preencher um possível vazio de diálogos “ao vivo e pessoalmente”?

Na verdade entrei no assunto de facebook para falar sobre outra coisa. Uma enxurrada de imagens e vídeos engraçados, bobos, irônicos,  são postados e compartilhados diariamente, os chamados Memes.

Pois bem, escrevo aqui um obrigado as pessoas que gastam 5 minutos de seu tempo para fazer uma piada. Agradeço principalmente a pessoas como o nosso ciclista (imagem abaixo), que ao notar uma possibilidade no cotidiano, ao perceber o potencial de uma piada não deixam passar!



Outro dia, estava caminhando com minha noiva e ao passar embaixo de uma árvore vi que tinha em sua copa algo inusitado, um ponto de ônibus!
Ponto de ônibus é comum no chão, mas dando em árvore nunca tinha visto!
Foi arrancado por vandalismo, ou por ventos fortes, ou sei lá o que, mas alguém jogou-o em cima da árvore.
Trepei na árvore e pedi a minha companheira que tirasse uma foto, como necessitei fazer muita força (a árvore era bem grande e difícil de subir) não nos entendemos e no fim, tem fotos da árvore sozinha, eu no chão, menos a que eu queria, euzinho em cima!
O melhor é o olhar de quem passa e não entende bulhufas de porque tem um cara subindo na árvore em pleno meio-dia, debaixo de sol de rachar! Pra fazer uma piadas oras!
Diria com grande simplicidade na legenda da foto postada em seguida: Eu esperando o ônibus. E pronto. Me juntaria ao pequeno grupo de “desocupados”, que na verdade apenas não resistiram ao topar com uma piada em plena luz do dia! E compartilharam...
Como não consegui a foto esperada, utilizo o que deu...


 
Nesse dia perdi o ônibus por falta de macaquice.

Obrigado a você que ao caminhar consegue enxergar além do cinza, além da realidade e colocar um pouco de brincadeira no nosso dia (mesmo que pelo facebook)

Obrigado a todos que enxergam coisas impossíveis as vezes...



(Aí Alê “Mereceu” viu só?  To citando você no meu textinho cara! Ou não...)




01/04/2014

Seis coisas impossíveis antes do café da manhã


"Com os braços abertos como se estivesse voando, passou a Rainha Branca correndo alucinadamente. Seus braços são os ponteiros de relógio impossível, com o tempo voando ao contrário.
- Não posso acreditar nisso! – disse Alice.
- Não pode? – disse a Rainha Branca com tom de voz penalizado. – Tente outra vez: respire profundamente e feche os olhos.
Alice riu
- Não adianta fazer isso – disse ela – ninguém pode acreditar em coisas impossíveis.
Então  a Rainha diz:
- Eu diria que você nunca praticou o bastante. Quando eu tinha a sua idade praticava sempre meia hora por dia. Às vezes me acontecia acreditar em seis coisas impossíveis antes mesmo do café da manhã.”
Trecho de “Do outro lado do espelho”, de Lewis Carrol

Comecei esta coluna com esse texto porque me sinto hoje com dificuldade por   acreditar em pelo menos uma coisa impossível. Quanto mais seis delas antes do café da manhã!!!
Meu desespero é total, porque afinal sou palhaço, sou artista, e acreditar em coisas impossíveis faz parte do meu dia a dia. Quando era criança tenho certeza que eu acreditava em pelo menos uma dúzia de coisas impossíveis antes de pôr os pés para fora da cama. Adorava criar histórias, brincadeiras, idealizar lugares, viajar por mundos inventados, ter amigos imaginários e ainda por cima tinha um dialeto próprio, que segundo minha mãe, só ela entendia.

Hoje escrever um texto sobre esse tema acabou se tornando quase uma tortura. Mas faço questão em escrever, porque isso me força a relembrar a infância, levantar questões e buscar com você “único leitor do nosso blog” possibilidades de como acreditar em pelo menos seis coisas impossíveis antes do café da manhã.

Por falar em infância, outro dia, em uma turma de alunos, crianças de 5 a 11 anos, exibi o curta “No espelho do céu, de Carlos Salces”  para estimular a imaginação deles e fiquei impressionado quando a grande maioria dos alunos achou boba a atitude do menino no filme, em tentar apanhar a imagem de um avião (vale conferir o curta, clicando no nome do filme). Fiquei pensando em porque as crianças hoje têm dificuldade de acreditar em coisas impossíveis.

A escola estimula a imaginação e a criatividade ou está apenas preocupada em preparar alunos para o vestibular e para o mercado de trabalho? Que profissional será este que não sabe imaginar ou criar?  Ou melhor, que ser humano será este?

As crianças hoje são bombardeadas com muita informação e com uma rapidez impressionante. Não há tempo para imaginar. Essas informações já chegam prontas, mastigadas e direcionadas. São poucos os pais que levam seus filhos ao teatro ou apresentam uma música diferente da que está tocando no rádio ou ainda procuram filmes no cinema (ou DVD) além dos blockbusters  em cartaz. São poucos os pais que acreditam que estimular a imaginação e a criatividade está além do “passar no vestibular”. Acredito que ser aprovado em uma universidade será consequência desse estímulo, usar apenas a referência de uma aprovação como meta é muito pobre e raso.

Não escrevo hoje para chegar a alguma conclusão. Escrevo para levantar perguntas, porque são as perguntas e as dúvidas que nos estimulam.

Escrevo porque me incomodo quando sinto que a burocracia inerente ao meu trabalho como ator ou como gestor cultural me engole a tal ponto que me torno apenas um “zumbi burocrático”. Não quero ser assim! A burocracia deve servir a finalidade artística e não contrário.

Incomodo-me quando vejo crianças que não conseguem acreditar em pelo menos UMA coisa impossível antes do café da manhã. Ou pior, desacreditam completamente das coisas impossíveis!

As maiores invenções foram criadas porque homens acreditaram em coisas impossíveis.
E isso serve principalmente para minha própria reflexão.

Obs1: Por falar em criatividade, acho que vou lavar louças essa semana para desenvolver um pouco esse poder criativo (como diz Gerson “Lambreta” Bernardes em seu texto de abertura para esta coluna – você pode ler rolando a página abaixo.. bem abaixo)


Obs2: Agradecimento especial a Renata de Paula, que em meia horinha de conversa sobre educação, imaginação e criatividade, me ajudou “um montão” a desenvolver o texto de hoje e refletir ainda mais sobre acreditar em coisas impossíveis.


  
25/03/2014

Ao menos coerência

Há muitos anos, e me perdoa o pleonasmo mas tenho que dizer há muitos anos atrás por conta de que me parece que faz bastante tempo mesmo, acho que as músicas eram melhores. CALMA!
Não vou entrar em uma discussão temporal, de que o que vem do passado é melhor do que temos hoje, e mi mi mi, sinceramente não tenho bagagem sobre o ontem e tampouco sobre o hoje. Mas acho que era, ao menos, mais difícil fazer música. CALMA, de novo.
Não sei fazer música, e nem estou aqui para falar hoje sobre a música dita boa, nem clássica, nem cult, nem indie, tô (e olha como já ficou mais informal) falando das que fazem sucesso mesmo, daquelas que às vezes parece que tem fórmula, A + B + refrão forte que cola na cabeça igual a mais dinheiro do que penso em ganhar na vida.
É que, pra mim, esse tipo de música ao menos tinha rima. Sim, a última palavra da frase alfa rimava com a última palavra da frase beta. Respeitando a fórmula, claro, e subindo o tom no final quando era pra empolgar e esguelar no chuveiro. Note mais uma vez, não sou especialista em coisa nenhuma, nem música, nem poesia, nem nada, sou mero ouvinte que às vezes sofre com o assunto.
Daí você único leitor vai me dizer “mas ainda há rima”, e eu vou dizer que sim, mas não entre palavras, rimam-se palavras com onomatopéias (já disse que gosto do acento aí e não há acordo que vai me fazer tirar, se insistir no assunto troco pera por pêra). Ou onomatopéias com as mesmas onomatopéias, daí não tem graça, rimar amor com amor já não sei nem se é rima, o que dizer então de rimar “tchá” com “tchá”?
Mas nem é sobre isso, parece que isso já passou. O que tá pegando dentro de mim mesmo, naqueles três ossinhos de dentro do ouvido que de nome só lembro do martelo, é a falta de coerência. 
Tenho alguns exemplos, são poucos, e você que está lendo esse “tchu tchá” aqui pode me ajudar.
O primeiro deles é de um “sucesso” que está tocando por aí, da Valesca Popozuda. A incoerência desta música beira a genialidade. Em que música de 10 ou 12 frases você consegue colocar a palavra “Deus” junto com “P*** que pariu”? Somente nesta! Deus é meu escudo e se não gostou vai pra lá? É assim? Incoerente! Não róla (em se tratando desta “cantora” o acento agudo aí até que se faz pertinente).
Mas vamos lá, tenho um segundo exemplo. Da “cantora” Anitta! Vamos direto para a letra: 
Olha 'cê' me faz tão bem. Só de olhar teus olhos, baby eu fico zen. Coração acelerado a mais de cem.
Não véi, na boa. Se você fica zen, seu coração não acelera a mais de cem! Quando você olha alguém praticando o estar zen, o maluco tá de boa! Entende assim? Se está de boa, tranquilão, suave, você não está acelerado a mais de cem! Tô falando do que é informalmente conhecido como zen, você poderia/deveria saber isso. 
Mas parabéns, você rimou querida, palavras com palavras, e tenho certeza que o intuito foi só esse.
O terceiro e último exemplo procurei muito por aqui, mas não encontrei. Lembro de cabeça. É bem menos famoso, mas a mim imensuravelmente mais incoerente.
Eis que um candidato a prefeito fez um Jingle para a sua candidatura, baseado na música de nome “Cowboy fora da lei”, do Raul Seixas. Talvez ele tenha gostado do ritmo, da levada, da autenticidade da música ou quando seu contratado estava fazendo o jingle alguém gritou “toca Raul”. Acontece que essa música, em sua originalidade começa com a frase “mamãe não quero ser prefeito”. Sério. Respire e vamos continuar a postagem de hoje.
Tomara que você tenha perdido. Porque no fundo esse deve ser algum sinal de sua verdadeira vontade, qual seja, NÃO SER PREFEITO. E prefeito com pinta de cowboy até vai, mas fora da lei já está meio “tchu tchá tchá”.
Se sabe alguma incoerência como esta, manda pra cá. Faço questão de atualizar esta postagem sempre que puder! Beijo no ombro a todos!




18/03/2014

A Discrepância do Oscar(rasguei o verbo aqui né?)


Em pleno carnaval aconteceu a 86ª cerimônia de entrega do maior prêmio do cinema! Sim amigo e único leitor (como a gente sempre frisa: essa coluna é pra você!), estou falando do OSCAR!

 Durante o carnaval o folião menos sambista pôde apreciar a entrega realizada nos Estados Unidos. O Oscar já existe desde 1929! Mas hoje ele é televisionado internacionalmente e podemos conferir ao vivo, com a emoção dos premiados chegando a nós em tempo real, também várias piadas que não entendemos porque tem sentido pra quem vive ali e assiste a tevê local... Mas é um barato, muito bom né? (É né?)

Mas o que me motiva a escrever a coluna de hoje é a maior discrepância que a Academia (Academy Awards = os caras que inventaram esse prêmio) cometem ano após ano.
Sim caro e pingado leitor, não pense que só vou falar bem, como também não falo apenas mal de ninguém... (vai que a vítima também tem blog e me xinga lá...) Mas se eles discrepam, o que posso fazer? 
O equívoco ao meu ver é a entrega de uma estátua sem graça, de um caboclinho amarelo com a cara sem nenhuma simpatia... O que o premiado vai fazer com a estátua?
A vida do premiado não mudará em nada (claro que ganhará um predicado:  fulano, ganhador do Oscar ...), mas ficará o resto da cerimonia segurando o treco...

Mas não basta criticar, é necessário sugerir melhoria.

O que proponho?

Que se troque a estátua por uma cesta de fruta!!!
O(A) artista sobe ao palco é elogiado pelo trabalho, recebe aplausos e volta pra mesa com uma cestona com banana, maça, ameixa, manga e a fruta da época uai!

E quando o prêmio for umas comilanças dessas por favor indiquem Ritalino, Mereceu e Lambreta...

Oscar em momento de descontração antes da cerimônia que leva seu nome










11/03/2014


Para o mundo que eu quero descer!
Hoje eu havia me preparado para escrever um texto todo cheio de coisas bonitas, de como a vida é bela, quantas mudanças acontecem na nossa vida, que precisamos ser otimistas, etc, etc etc... mas vai ficar para outro dia. Porque essa segunda-feira me fez parar pra pensar algumas vezes que não tenho paciência pra esse planeta. Ou melhor, para algumas pessoas que estão nesse planeta.

Segunda-feira braba. Começou bem. Aliás, muuuito bem. E foi o que salvou, porque durante o dia fiquei com vontade de “puxar a cordinha” e pedir pra descer.

Se você acha que esse será um texto cheio de xurumelas, reclamando de um monte de coisas que não vão mudar só porque estou reclamando. ESTÁ CERTO! O que me resta é compartilhar com você, único leitor deste blog, minha indignação. Então só continue se você também estiver afim de xurumelas.

Imagina você entrando num fast food famoso e pedindo um big lanche. Ótimo. Você sabe o que vem nele e como é feito. E se for em São Paulo, Recife, Manaus ou qualquer buraco onde exista uma loja da mesma franquia, o lanche será o mesmo. Pois é, mas isso só funciona (às vezes) na iniciativa privada, que se preocupa em manter o cliente.

Eu sempre tento ser o mais paciente e compreensivo possível, mas hoje quase tive um dia de fúria ao tentar pagar uma conta em um banco público. Com cheque do próprio banco, mas de outra agência. Após ficar mais de uma hora na fila, a caixa simplesmente diz que não pode receber. Pois como o cheque é de outra agência (mas do MESMO banco) eu preciso ir na própria ou pagar em dinheiro. (?????)

Mas pérai!!! Pra que um banco cria um monte de agências e faz um monte de propaganda dizendo que “sempre tem uma agência perto de você”??? Pra ter mais chance de te fazer de otário, responderia o próprio.

Puto e no carro, ligo o rádio e ouço que um Deputado, cassado a mais de seis meses, mesmo sem direito, continua utilizando seu plano de saúde, pago por mim, porque eles não desembolsam um centavo pelo plano. Dou seta para direita e me preparo para virar, quando sou cortado por um motoqueiro pelo mesmo lado (será que os motoqueiros imaginam que aquela coisinha piscando tá dizendo “passa por aqui, passa por aqui, passa por aqui”???). Meu cartão de débito (daquele mesmo banquinho medíocre) resolve não funcionar mais no meio do pagamento de uma compra. Mais tarde tento utilizar um equipamento para uma reunião que simplesmente não funciona... putz, segundona braba!!! Tem dia que só puxando a cordinha e pedindo pra descer.


Mas do mesmo jeito que minha segunda começou muuuuito bem, também terminou muuuuuito bem. Aí pensei: ainda bem  que não puxei a cordinha!!!



 
04/03/2014

Arnesto
Gerson Bernardes


Em tempos de carnaval, na terça-feira de carnaval, quero voltar mais ou menos uma semana e exaltar uma figura que, segundo postagens anteriores, “foi-se antes do combinado”.

O vulgarmente e famosamente conhecido Arnesto, mas de nome de batismo Ernesto, no alto de seus noventa e poucos anos, faleceu antes de bater ponto em mais um carnaval.

Já escrevi neste blog (vou procurar onde está), aqui neste humilde blog, a você único leitor, sobre ele, e à época me questionava sobre o impacto que a arte tem ou pode ter na vida de alguém.

O Seu Ernesto, na música de Adoniran eternizado como Arnesto, era ainda emocionalmente grato por ter conhecido e por ter sido eternizado pelo mestre do samba paulista, que logo que o conheceu, mudou sua graça para Arnesto, disse que o nome, o novo nome, dava samba, e tempos depois cumpriu com o prometido, ainda que o samba caluniasse o pobre Ernesto. Caluniasse sim para você que trabalha no jurídico, porque prometer samba e não cumprir com o prometido, para mim, é crime.

Quero me despedir dessa figura que ainda chorava ao lembrar o quanto se sentiu homenageado pelo samba. Foi feliz tendo que negar a vida inteira que nunca furou com um samba prometido a Adoniran, onde já se viu, que isso somente se tratava da genialidade daquele que o compôs.

Em tempos de camaro amarelo, fiorino, dodge ram, e mais um par de onomatopéias que não se rimam, penso que agora não tem mais samba no Brás, se é que já teve, porque quando foram não encontraram ninguém. 

Seu Arnesto, vá para onde quer que se vá, e, por favor, pague o samba ao mestre.



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24/02/2014

Amizade, um pouco de gato, de Japão ou de velho...
 
Tiago Marques



Brincando com um gato estava eu na semana passada quando ouvi a seguinte frase de minha futura (ui): Você gosta mais de gente velha que de gente nova!


- O que? Como assim? - Perguntei na mesma hora diante de tal afirmação embasada por minha brincadeira com o gato mais experiente.


- Sim, você se da bem com quem é mais velho, gato ou gente. Identificação. Talvez porque você seja um pouco velho também. 


Essa afirmação até casou com a lembrança de minha mãe falando que eu nasci fora da época, antigo.


Confesso que sou um pouco exigente com algumas coisas, gosto de música antiga, gosto do “apalavrado”, características facilmente encontradas em pessoas mais velhas. Meu sonho é conhecer o Rolando Boldrin... Em minha defesa (como se precisasse) aleguei, me lembrando de tantos amigos de muita idade que tenho, que gosto de conversar com gente de idade pois eles tem historias, experiências e gosto muito de ouvir. Quem me conhece pode achar que falo muito mais que ouço, mas nem sempre...


- Um traço oriental – ela disse


- Por quê?


- No Japão os mais velhos são muito respeitados justamente pela experiência. 


Eu poderia citar muitos homens de teatro que buscaram no oriente ferramentas para seu teatro, mas opto por uma explicação bem mais simples para o meu caso.


Essas amizades surgiram porque realmente eu sou velho, mas pode ser que estes meus amigos é que são muito joviais e nesse caso eles é que fizeram a amizade acontecer.


Mas o mais sensato é que tornamo-nos amigos, pois ambos se permitiram prosear!


PS: (Parece até coisa de texto do Lambreta)


- se permita a simples brincadeira de fazer amigos.

- tenho amigos novos também!


Texto dedicado a Vanessa Yamamoto e meus grandes amigos Bacana (meu pai), Seu Elcir (in memorian), Seu João Unha Podre, Seu João do Tatu, Prof. Muller (meu vô postiço), Roque e muitos outros!



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18 de fevereiro 2014

Forrest Gump

Ale Simioni


O último domingo, 16 de fevereiro, marcou dois anos que meu pai faleceu.

A frase parece meio dura, e a palavra “faleceu” é sempre um pouco forte. Fiquei pensando em como começar o texto e como dizer a mesma coisa em outras palavras: “passou para o outro lado”, “foi morar com os anjinhos”, “atravessou a ponte”, “nos deixou”... Enfim, há uma infinidade de maneiras de dizer que a pessoa que amamos “não está mais entre nós”.

Mas a verdade é que há dois anos, meu pai faleceu mesmo. Mas quem faleceu foi apenas seu corpo. Seu espírito, suas lembranças e suas histórias continuam vivos.

Por falar em histórias, meu pai era um contador nato. Inventava umas, adaptava outras, incrementava e até “roubava” histórias, e na cara de pau recontava para o dono da mesma.  O mais interessante é que ele acreditava no que estava contando e falava com uma segurança que à primeira vista você acreditaria sem qualquer sombra de dúvidas. Como uma criança que durante a brincadeira cria seu próprio mundo, mas sabe que aquela fantasia tem hora pra acabar, ele também sabia que grande parte suas histórias eram inventadas. Mas se divertia com isso, tenho certeza.

Certa vez, ouvindo “I will survive”, na voz de Gloria Gaynor,  ele me disse que havia assistido a um show dessa diva e que lembrava dela entrando no palco, glamurosa, com um vestido longo e com o vento soprando seus vastos cabelos loiros... (Screeech!) opa opa opa...

- Mas quem conhece a Gloria Gaynor sabe que ela é negra, pai.

- Pois é, tava usando uma peruca loira nesse dia! – saiu ele pela tangente.

Em outra situação, estávamos os dois no carro, ele me dando uma carona para o trabalho e no meio de um assunto sobre bom atendimento em empresas, começou a me contar sobre uma situação que um amigo dele havia passado num clube da cidade. Do meio para o final da história me dei conta que EU tinha contado essa história pra ele! E antes de chegar ao final (que eu já sabia qual era) interrompi:

- Peraí Pai, essa história eu te contei! E além de me contar a minha história, ainda tá inventando?

Ele só deu um sorrisinho sem graça:

- Hehehe... foi mal

Houve um tempo que o chamávamos carinhosamente de “Forest Gump”, porque suas histórias não eram restritas a esta vida. Ele dizia que em outras vidas tinha participado de fatos importantes ou conhecido personalidades como Glenn Miller e outros músicos da época.

Aí, depois de assistir “Peixe Grande e suas histórias fabulosas”, achei que se encaixava mais no seu perfil. Já que no filme, a diversão predileta de Ed (personagem central), já velho, é contar sobre as aventuras que viveu quando jovem, mesclando realidade com fantasia. Entendi então, que o segredo de uma boa história não é contar fielmente o que aconteceu, uma pitada de fantasia sempre deixa mais interessante e inesquecível.

Não sei se sou bom contador de histórias, mas sou bom ouvinte. Gosto de conversar e ouvir histórias e lembranças; imaginativo como sou, me transporto e as palavras se tornam imagens. Ao final, é quase como uma viagem no tempo.

Escrever esse texto, hoje foi um pouco disso. Relembrar algumas histórias que meu pai contou e momentos que vivemos juntos me fez trazê-lo de volta por algum tempo. E mais do que saudade, tenho lembrança dos bons momentos que passamos juntos.

Agora você me pergunta: E essas histórias que contou sobre seu pai, foram assim mesmo que aconteceram? – e eu te respondo – Isso importa?

Já o  “velho Giba”, tenho certeza que onde estiver, está se divertindo contando histórias sobre o  mundo do lado de cá.



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11 de fevereiro 2014

Lavemos a louça!

Gerson Bernardes

Qualquer ser humano, talvez haja alguma exceção no oriente, ou em comunidades fora do centro urbano então por isso me corrijo, qualquer ser humano, com características de convivência urbano-ocidental, sabe o que é lavar louça, seus defeitos e ausência de prazer no ato.

Vou além: qualquer ser da classe ou espécie ou subespécie ou sei lá o quê desde que seja humano, dentre estes aqueles que já dividiram um teto com outrem, seja por motivo de domicílio, seja por motivo de férias em algum lugar, sabe o que é a escala da lavação de louça, o insucesso dela e o quão isso pode ser desafiador para a convivência não ser bélica.

A escala pode ser organizada de diferentes maneiras, assim como a própria lavação. Tem gente que se organiza no “lava o que ‘usá’” ou em diárias; já conheci humanos que não colocam o copo na pia para não engordurar e tampouco um prato em cima do outro, para não sujar o fundo daquele que vai por cima.

Das tarefas diárias e domésticas, é a que menos desprazer me dá. Prefiro lavar a louça. Outras pessoas “menos” famosas também gostam de lavar a louça, como é o caso do cartunista Laerte, do Técnico de Futebol Muricy Ramalho, e do Belo, não o cantor, meu amigo mesmo.

Acontece que fiquei supimpamente contente quando assistia ao Fantástico (olha a fonte que respeito) e dentre outras coisas fizeram uma reportagem sobre uma pesquisa de cientistas de sei lá onde (deve de ser de ‘Massachussets’, é sempre de lá) que concluíram que lavar a louça ajuda a ser criativo.
É óbvio que a pesquisa deve falar muito mais sobre isso e o (Super) Fantástico fez um resumo, e é lógico que eu estou fazendo um resumo do resumo do (Quarteto) Fantástico e me apegando aquilo que me convém, que é o fato de se lavar louça.
 Resumo final: lavemos mais louças, estamos precisando. Uns mais, outros menos. Presidentes mais, governadores mais, empresas mais, outros menos.
Logicamente se precisa muito mais do que lavar a louça para ser criativo, mas podemos ir começando pelo trivial.
Obs 01: Laerte, tá de parabéns.
Obs 02: Muricy, nem lavando muita louça pra corrigir essa zaga, tá osso!
Obs 03: não que eu esperasse alguma coerência da Rede Globo, mas fazer uma reportagem falando de criatividade e depois passar Big Brother fica esquisito.

3 comentários:

  1. adorei hahaha
    mas continuo odiando lavar louça

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  2. Achei que fosse a única a gostar de lavar louça,rsrs... Que bom saber que estou desenvolvendo minha criatividade :)

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