FALA PALHAÇO! Eleições Municipais

ilustração: Carlos Nascimento
Eleições Municipais
Ale Simioni

Caros cidadãos!

Já que estamos entrando na “high way” das eleições municipais, decidi que meus próximos textos aqui na FALA PALHAÇO! serão sempre relacionados de alguma forma ao assunto. Alguns serão mais formais, outros mais divertidos (ou não), um pouco debochados...  E como nos próximos dois meses ouvirei muitas promessas, muitos desaforos, muitos ataques, muitas mentiras, muitas histórias fantasiosas e muitas, mas muitas caras-de-pau!!! Decidi então que não vou guardar pra mim. Ah, caro leitor, fica um aperto no peito! Faz bem não! Funciona como um desabafo, né?

Via de regra, o camarada que entra para a política tem o principal interesse em se dar bem. É claro que há exceções! Mas infelizmente são exceções.  Mesmo porque, quem é que fiscaliza se as promessas do vereador ou prefeito estão sendo cumpridas? O povo? Ah, meu amigo, nesse país o povo não tem muita força não. A não ser por alguns poucos movimentos que se organizam e conseguem alguns resultados, mas geralmente eles têm um “tempo de vida”. Quero dizer, ainda não conseguimos que esta cobrança ao poder público seja parte da nossa cultura. Para a grande parte da população, quando o camarada é eleito, passa a ser um Semi-Deus, intocável, inquestionável. E de certa forma se tornam isso mesmo, visto a quantidade de benefícios, salários astronômicos e facilidades, isso sem falar na dificuldade em tirar um cidadão desses do cargo. Pior, quando tiram, acontece como o senador, que foi cassado, mas está em um emprego ainda melhor, com um salário ótimo e com os mesmos (ou mais) benefícios. Lastimável.

Mas comecei a coluna falando sobre as eleições municipais porque agora começam algumas situações que me incomodam profundamente. Por exemplo:

Jogar papel na rua. Posso pegar um punhado de panfletos do meu espetáculo e sair jogando por aí sem ser punido? Não. Mas a gente vai ver isso de monte! Principalmente no dia das eleições. Os candidatos espalham o lixo eleitoral pela cidade, e somos obrigados a conviver com isso. Pior, na segunda-feira, sabe quem vai limpar? O garis, que são pagos com os nossos impostos. Mas são pagos para manter a cidade limpa, não para limpar a sujeira dos senhores candidatos.

Bandeiras, faixas, barracas  e um monte de gente poluindo visual e sonoramente o nosso espaço urbano. Em Londrina, há uma lei chamada “Cidade Limpa”, que sou completamente à favor.  A grosso modo, essa lei estabeleceu padrões para as propagandas nas faixadas de empresas, principalmente comerciais. Com isso, a arquitetura da cidade reapareceu, deixando as ruas mais limpas e agradáveis. Mas pergunto: essa lei será aplicada aos candidatos ou teremos que nos esquivar daquele monte de bandeiras quando caminharmos no centro da cidade?

Essas são algumas situações, “inocentes” diria, tamanho é o imbróglio que vemos na política do nosso país.

Não quero fazer o que eles podem fazer. Quero que eles tenham as mesmas responsabilidades, obrigações, direitos e deveres que eu tenho.

Tenho consciência que é muita utopia, mas um dia, quem sabe, o camarada se candidate pelo simples fato de representar dignamente aqueles que o elegeram?

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HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

Uh!... fiquei até sem fôlego... 

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