FALA PALHAÇO! Ah, eleições...

ilustração: Carlos Nascimento
Toda terça, uma coluna onde Gerson Bernardes e Ale Simioni escrevem sobre diversos assuntos, sempre sob a ótica do palhaço.

Ah, eleições...
Ale Simioni

Se existe um momento cansativo em ano de eleições, são as campanhas! E diferente do que muitos estão divulgando nas redes sociais, o povo não é palhaço e o congresso não é um
circo!

Você se diverte quando assiste reportagens na tevê ou nos jornais dizendo que alguns Deputados recebem 18 salários em um ano de trabalho? Ou quando vereadores da sua cidade reúnem-se no meio da noite para votar aumentos abusivos em suas remunerações? Ou ainda quando pensa que aquele cidadão que você votou pelo segundo mandato, ao final deste terá uma aposentadoria (integral) por trabalhar por exaustivos oito anos (ufa!).
Pois é, no circo não tem isso. Ali, você se diverte porque artistas trabalham duro em ensaios para preparar números que o deixem de queixo caído! Sim, queixo caído é quando a gente assiste a um espetáculo circense e fica se perguntando como um ser humano igual (?) a você, pode fazer coisas tão incríveis como malabares, acrobacias, trapézio, tecido e outros, tão perfeitamente?
O artista tem enorme respeito por sua plateia. Ele sabe o quanto é difícil cativar uma pessoa para sair de casa, da frente do seu computador ou da tevê, deixar a novela das nove, em muitas cidades enfrentar um trânsito terrível e ainda por cima pagar um ingresso para ver aquele cara que fica pendurado em um trapézio, balançando de um lado para o outro. Por isso, a organização do circo é muito competente quando te recebe na entrada, te oferece pipoca, te leva até o lugar na plateia, limpa o espaço e ensaia diariamente todos os números que serão apresentados naquela noite ou naquela tarde.
Eu poderia escrever quase que infinitamente sobre como uma trupe circense é organizada, honesta e respeitosa com seu público. Mas prefiro que você mesmo faça sua lista, sua comparação.

Nesse início de campanhas, promessas, falatórios, interesses e sedução eleitoral, faça sim a comparação entre os políticos e o circo.

Mas vote com a intenção que os futuros eleitos sejam mais parecidos com a nossa honestidade de artistas.

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