FALA PALHAÇO! Bom dia!

Toda terça, uma coluna onde Gerson Bernardes e Alexandre Simioni escrevem sobre diversos assuntos, sempre sob a ótica do palhaço.




Lambreta e Mereceu em ilustração de Carlos Nascimento (Nasci)

Bom dia!

Gerson Bernardes


Hoje estive em uma pequena cidade, que “habita” uma grande, grande empresa. Mais precisamente, estive em uma grande muito grande empresa de uma pequena cidade.

Esta empresa, segundo encontrei em pesquisa prévia à reunião que eu tinha com empregados dela, tem acumulado prêmios de “melhor empresa para se trabalhar” divulgados por revistas especializadas na área. Se as revistas são realmente especializadas, eu não sei, mas achei interessante uma empresa ter esse prêmio, principalmente para seus funcionários se isso for verdade. Achei muito interessante mesmo que, se partirmos do princípio de que o sistema é mal mas minha turma é legal, não estou dizendo que é o caso, que uma empresa, por mais que seja uma pesquisa comprada e sem base real para o prêmio, retomo, achei no mínimo interessante uma empresa se dedicar a ganhar este prêmio.

Além de saber disso, o que já me intrigava, estive lá em reunião. Esperei por volta de cinco minutos porque eu tinha chegado mais cedo. Neste “meio” tempo, exatamente todas as pessoas que passaram, olharam, respiraram o mesmo ar que eu, disseram-me bom dia. Isso não deveria ser intrigante por motivos óbvios, mas é.

Já na sala de reunião, duas das três pessoas que estavam lá, em momentos diferentes, ofereceram-me café, água, ou “mais alguma coisa”. A terceira pessoa não perguntou porque seria idiotice, completamente plausível.

Não sabia dizer se toda aquela educação era forçada, trabalhada, pensada. Mas já era, sem sombra de dúvida, um hábito.

Essa situação, que, insisto, não deveria ter nada demais mas em tempos de “guerra” vira um acontecimento, fez-me lembrar de uma teoria que há algum tempo li em algum blog, e que hoje ao pensar em falar sobre ela descobri quem é o “dono”, Stephen Covey.

Stephen Covey é autor de best-seller administrativo ou de auto-ajuda, escolha como quer classificar. Ele “tem” a teoria do 90 por 10, ou 90/10.

A teoria diz que 90% dos acontecimentos da nossa vida são determináveis e somente 10% são fatos que fogem do nosso controle. Noventa por cento dos acontecimentos da nossa vida são determináveis por nós mesmos, quando reagimos de algum modo aos outros 10% que fogem do nosso controle.

Ou seja, 10% é fato, 90% é a sua reação a este fato e seus desdobramentos.

Por exemplo, quando acordamos, pegamos o carro, para quem tem carro o que não é o meu caso, e vamos trabalhar (este sim é o meu caso, não necessariamente de manhã). No caminho alguém bate na sua traseira. Este é um dos fatos que compõem os 10% que fogem do nosso controle. Considerando que estamos no começo do dia, o resto dele será determinado pela maneira que você reagirá a este fato.

Aplicando isso no exemplo que vivi nesta manhã, acredito que o ato de dizer, ou melhor, o ato de se desejar bom da, pode ser um diferencial dentre os 90% determináveis, para aquele que diz, assim como para aquele que recebe.

Gerson Bernardes, então o “Fala Palhaço” de hoje é uma campanha pelo bom humor então? Talvez. Acho mais que é uma campanha pelo “bom”, somente. Gostei de receber tantos “bons dias”, acho que é a minha forma de retribuir.

Bom dia a você três leitores deste humilde blog. Bom dia apesar de já ser boa tarde.

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