Documentário sobre Antunes Filho no Sesc Londrina

29 de fevereiro a 9 de março - quarta a sexta

Documentário - O Teatro Segundo Antunes Filho
Série em seis capítulos com direção de Amilcar Claro

20h - Sala de Espetáculos Sesc Londrina
entrada grátis - limitado a 70 pessoas por sessão








Documentário mostra o teatro segundo Antunes Filho
Documentário transita por cinco décadas da trajetória de Antunes Filho, um dos maiores encenadores brasileiros


ANTUNES FILHO

Nascido em São Paulo, no bairro da Bela Vista, o Bexiga, a 12 de dezembro de 1929, Antunes Filho destacou-se em meio à primeira geração dos encenadores modernos do Brasil. Dirigindo grandes nomes da cena nacional, consolidou seu prestígio com espetáculos marcantes como “O Diário de Anne Frank”, de Francis Goodrich e Albert Hackett (1958), “Plantão 21”, de Sidney Kingsley (1959), “Yerma”, de García Lorca (1962), “Vereda da Salvação”, de Jorge Andrade (1964), “A Megera Domada”, de Shakespeare (1965), “A Cozinha”, de Arnold Wesker (1968), “Peer Gynt”, de Ibsen (1971), “Bonitinha, Mas Ordinária”, de Nelson Rodrigues (1973). Alcançou projeção internacional a partir de 1978 com a adaptação teatral da rapsódia literária de Mário de Andrade “Macunaíma”, espetáculo apresentado em cerca de 20 países, sempre com irrestritos elogios da crítica e aplauso do público.

No decorrer do processo de adaptação e criação de “Macunaíma”, Antunes passou a sistematizar uma série de recursos técnicos para o ator, que havia descoberto ao longo dos seus até então 25 anos de carreira. Eram exercícios de corpo e de voz que, inspirados em escolas antigas (sobretudo no método de Stanislavsky), buscavam adequar técnicas à realidade cultural e ambiental do ator brasileiro.

Com o decisivo apoio do SESC, Antunes Filho conseguiu a sistematização definitiva de um método para o ator, enquanto criava um repertório dos mais expressivos e brilhantes do teatro contemporâneo, assim reconhecido internacionalmente. Todavia, suas investigações estéticas continuam, como continua seu trabalho prospectivo sobre as técnicas de ator já sistematizadas.

Entre os inúmeros prêmios recebidos em sua carreira figuram as mais importantes honrarias que destacam o talento do intelectual e artista brasileiro, entre os quais o Prêmio Multicultural Estadão, além de prêmios internacionais, como o concedido pela Associação Internacional de Críticos Teatrais, o prêmio de melhor diretor – Poeta da Cena – do Festival de Montreal e o Gallo de Oro, concedido pela Casa das Américas, de Cuba.


AS ORIGENS DE UM ARTISTA (53 min. Brasil, 2002, Direção: Amílcar Claro)
29 de fevereiro (quarta) - 20h - Sala de Espetáculos Sesc Londrina

Nascido 1929 no bairro do Bexiga, em São Paulo, Antunes Filho era um menino irrequieto, briguento e vivia sempre metido em confusões. Ele mesmo narra esse período, até o momento em que foi trabalhar na prefeitura e conheceu Osmar Rodrigues Cruz, que dirigia um grupo amador, onde Antunes teve sua primeira experiência no palco, como ator. O depoimento de Antunes, permeado de imagens da época e de atores em exercício no Centro de Pesquisa Teatral, o CPT, com intervenções de Osmar Rodrigues Cruz, Eva Wilma, Raul Cortez e Laura Cardoso, reconstitui sua trajetória nos primeiros tempos. As influências do cinema, o ingresso na recém-inaugurada televisão, tornando-se um dois primeiros diretores de teleteatros no país, o estágio como assistente de direção no TBC, trabalhando com Ziembinski e os famosos encenadores italianos. O programa enfoca o início da carreira profissional e os primeiros sucessos de Antunes no teatro, registrados ainda nos anos 50, com o Pequeno Teatro de Comédia.

A DÉCADA DAS TRANSGRESSÕES (53 min. Brasil, 2002, Direção: Amílcar Claro)
1 de março (quinta) - 20h - Sala de Espetáculos Sesc Londrina

Em 1960, voltando da sua primeira viagem à Europa, onde conheceu o teatro de Bertolt Brecht com As Feiticeiras de Salém, Antunes começa a contestar o realismo que imperava em nosso teatro. Ele cria uma série de espetáculos, pesquisando novas linguagens, culminando o seu mergulho nas essencialidades do teatro com Vereda da Salvação, em 1964, e A Falecida, ano seguinte. Apesar da situação inóspita estabelecida pela ditadura militar, Antunes desenvolve pesquisas baseadas na arte do ator, encerrando o período com extraordinária montagem de Peer Gynt, em que discute a alienação. As atividades nos anos 60 são narradas por Antunes, com imagens da época e intervenções dos atores Raul Cortez, Eva Wilma, Laura Cardoso e dos críticos Alberto Guzik e Sebastião Milaré.


DESAFIOS DE UM TEMPO DURO (52 min. Brasil, 2002, Direção: Amílcar Claro)
2 de março (sexta) - 20h - Sala de Espetáculos Sesc Londrina

Sentindo-se vítima de patrulhas ideológicas, Antunes realiza espetáculos comerciais, deixando de lado suas pesquisas estéticas no teatro. Porém, as desenvolve no cinema e na televisão. Realiza um filme vigoroso, abordando o preconceito racial e, na TV Cultura, trabalha sobre obras de autores brasileiros, constituindo brilhante linguagem de vídeo. Em 1976, percebendo os novos ventos da situação política, que indicam abertura democrática, inicia um processo que o tornará nome importante no teatro internacional, elaborando a versão cênica de Macunaíma. Entre imagens fotográficas, documentários e cenas de obras realizadas, Antunes fala dos desafios desse período com intervenções dos atores Raul Cortez, Eva Wilma, Cacá Carvalho, Walter Portela e do crítico Sebastião Milaré.


MESTRES E DISCÍPULOS (54 min. Brasil, 2002, Direção: Amílcar Claro)
7 de março (quarta) - 20h - Sala de Espetáculos Sesc Londrina

Paralelamente às viagens de Macunaíma pelo mundo, avançam as pesquisas estéticas de Antunes com os atores. Em 1982, o Grupo é acolhido pelo Sesc São Paulo, que institui na unidade Consolação, o CPT – Centro de Pesquisa Teatral. O processo se amplia com a introdução da psicologia analítica, do taoísmo e, mais tarde, da nova física. Tem início a pesquisa sistemática de novo método para o ator e, desse trabalho, vão surgindo espetáculos vigorosos, inovadores e de grande beleza que viajam por dezenas de países e consolidam o prestígio de Antunes entre os mais importantes mestres do teatro contemporâneo. O processo é comentado por Antunes, com intervenções dos atores Marlene Fortuna, Luis Melo, Lígia Cortez, Rita Martins, Giulia Gam, Geraldo Mário e Raul Cortez, pela pesquisadora norte-americana Campbell Britton e pelo Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda.


A POÉTICA DO MAL (52 min. Brasil, 2002, Direção: Amílcar Claro)
8 de março (quinta) - 20h - Sala de Espetáculos Sesc Londrina

A montagem de Paraíso, Zona Norte, em 1989, revela a complexidade do sistema criativo implementado no CPT – Centro de Pesquisa Teatral envolvendo não apenas o ator, mas também cenógrafos, iluminadores e sonoplastas. A abordagem filosófica desse espetáculo e dos seguintes (Nova Velha Estória, Trono de Sangue, Vereda da Salvação, Gilgamesh, Drácula e Outros Vampiros e Fragmentos Troianos) é exposta por Antunes Filho, abordando as reflexões sociais, éticas e metafísicas que o motivaram à criação. Os meios interpretativos desenvolvidos são comentados pelos atores Luis Melo, Rita Martins, Marlene Fortuna, Laura Cardoso, pelo cenógrafo J. C. Serroni, pelo design sonoro Raul Teixeira, com depoimento da pesquisadora Campbell Britton e comentários do Diretor Regional do SESC SP, Danilo Santos de Miranda.


O MÉTODO (53 min. Brasil, 2002, Direção: Amílcar Claro)
9 de março (sexta) - 20h - Sala de Espetáculos Sesc Londrina

O método desenvolvido para o ator no CPT – Centro de Pesquisa Teatral é apresentado por Antunes Filho e seus atores. Exercícios como Caminhada, Loucura, Funâmbulo e Blues são demonstrados e Antunes explica as conclusões de suas pesquisas, no sentido de que corpo e voz constituem uma unidade. Como trabalhar essa unidade é o fundamento dos exercícios. Cenas de Prêt-à-Porter e Medéia ilustram resultados concretos do sistema, que não se reduz aos exercícios, mas envolve toda a ideologia do Centro de Pesquisa Teatral. O Método é descrito pelos atores Juliana Galdino e Emerson Danesi. Intervenções de Giulia Gam, Luis Melo, Laura Cardoso, Raul Cortez e Marlene Fortuna.

Nenhum comentário:

Postar um comentário