Diário de Bordo - Centenário do Sul - Por Mereceu

Nessa sexta, dia 1 de abril de 2011, famoso pelo Dia da Mentira, estivemos na cidade de Centenário do Sul, Norte do Paraná. Esta apresentação fechou a temporada patrocinada pelo Premio Carequinha de Estímulo ao Circo 2010 – Funarte. Mas antes de começar a escrever o diário de bordo dessa apresentação, você sabe porque dia 1 de abril é o Dia da mentira?

Em 1562 o Papa Gregório XIII instituiu o calendário gregoriano, em que o ano novo caía em 1º de janeiro. Até então, o ano novo era comemorado no dia 25 de março, e as festas duravam até o dia 1 de abril. No entanto, a França só seguiu o decreto Papal dois anos depois. Nesse período, alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego da França e do seu Rei Carlos IX, com presentes estranhos e convites para festas inexistentes, e os apelidaram de “bobos de abril”. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país e cerca de 200 anos depois migrou para a Inglaterra e para o mundo.

Em países de língua inlesa, é conhecido como April Fool’s Day. No Brasil começou a ser difundido em 1828, com um periódico chamado A Mentira, que noticiou o falecimento de Dom Pedro, desmentido no dia seguinte.

Voltando ao post original, acordamos 5h30 da madrugada, pois o nosso transporte sairia de Londrina às 6h30, para uma apresentação às 10h30  e outra às 13h30. O interessante é que coincidentemente, nossa primeira cidade da turnê pela Funarte foi Rolândia, também com duas apresentações. Foi uma coincidência boa, porque acreditamos que quanto mais pessoas tiverem a possibilidade de assistir nosso trabalho, melhor pra todos.

Centenário do Sul, fica a aproximadamente 1h20 de Londrina e a cidade possui 11.794 habitantes. Nossa apresentação nessa cidade deveria ter acontecido em dezembro, mas por conta do mal tempo, precisou ser transferida agora para abril. Por esse motivo, foi a única cidade onde apresentamos “in door”, ou seja dentro do Teatro da cidade. Saímos de Londrina um pouco mais de sete horas da manhã e chegamos na cidade por volta das 8h30. Fomos recebidos pelo pessoal da Casa de Cultura (Marina e Marquinhos) que já nos deram a notícia que a apresentação seria entre 9h e 9h30!!!

Embora tivessemos levado todo nosso material, sabíamos que nem tudo seria montado, por se tratar de ma apresentação em um teatro. E essa foi nossa sorte. Montamos o nosso som, organizamos o material e por volta das 9h15 estávamos em cena, apresentando para aproximadamente 400 crianças ávidas por teatro. Apesar do calor, a apresentação foi perfeita, a participação das crianças foi acima do esperado e terminamos a manhã muito satisfeitos.
Só para não perder o clima, almoçamos em uma escola chamada APMI, ao lado de crianças com no máximo 5 anos, curiosas sobre aquelas pessoas estranhas ao local. Após o almoço, voltamos ao teatro para um cochilo antes da próxima apresentação.

Próximo às 14h iniciamos o espetáculo para um teatro ainda mais lotado que na parte da manhã, além de todos os lugares ocupados, muitas crianças sentaram no chão próximo ao palco e nos corredores. O único problema é que nesse horário e com tanta gente, o calor era quase insuportável. A maquiagem escorreu nos meus olhos (e depois conversando com o Lambreta, disse que ele também sofreu com isso), O Lafayete que filmou e fotografou e a Fernanda operando o som, também sofriam com o calor do espaço e nessa hora a gente sente saudade de se apresentar na rua.

Mas tirando o calor e o fato de eu ter “comido” uns 8 minutos do espetáculo (vou escrever um post exclusivamente sobre isso, inclusive para falar sobre os ‘presentes’ que os palhaços recebem quando estão em cena), a apresentação foi tão boa quanto a da manhã e finalizamos esta turnê de alma lavada e sentimento de missão cumprida.

Desde setembro de 2010 até abril de 2011, foram 10 cidades visitadas e aproximadamente cinco mil pessoas assistiram nosso espetáculo. Mais importante que os números, são as expressões, os sorrisos, os abraços  e beijos sinceros no final do espetáculo, de pessoas que não nos conhecem, mas fazem questão de agradecer nossa presença naquele momento.

Nós é que agradecemos, a cada pessoa que parou e acompanhou nosso espetáculo. A todos nossos contatos, ligados à secretarias de Educação e Cultura, Esporte e Cultura, Turismo e Cultura... e que se organizaram, brigaram, divulgaram e sempre nos receberam muito, mas muito bem!

Agradecemos ao Lafaiete do Vale, que abraçou a idéia e esteve sempre com a gente nessas andanças. Ao Eloyr Pacheco, Matheus Pacheco sempre apoiando nossas idéias com o Centro Cultural Eloyr Pacheco, Carlos Nascimento (Nasci) pelo programa do espetáculo e por todos desenhos dos palhaços que nos enche de orgulho, Fernanda Stein (produção!!!) sempre ligando para as cidades, certificando que estava tudo ok, e dando o suporte durante as apresentações operando o som e garantindo nosso gatorade.

Mas o Lambreta e o Mereceu não param por aí, não. Ainda temos muitos projetos pela frente.

Mereceu (Alexandre Simioni)



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