Diário de Bordo by Lambreta



Diário de bordo lembra aquele diário do Lucas Silva Silva, este que vinha à Terra direto do mundo da Lua. É com honra, e daqui da Terra mesmo, que iniciamos o diário de bordo das viagens do espetáculo “Qual a Graça de Laurinda?” pelo Paraná.

Era chegado o momento de realizar o que foi antes imaginado, ou melhor, projetado. Velas a postos, vento em polpa, durepox devidamente colocado no canto da barraca.
Uma reestreia estava marcada, o marco zero das viagens. Mas, como tudo o que é projetado esbarra com as intempéries da vida, neste caso as intempéries foram literais, e a chuva colocou a reestreia por água a baixo, tudo muito literal.

Decisões tomadas, logo chegaria terça-feira, e a apresentação em Porecatu.

E como logo chegou, pela manhã de terça estava tudo montado. Uma bela praça, com uma bela igreja, com uma bela escadaria, onde caberia o belo público, que, graças à organização da cidade ou algo maior, era um belo e grande público. Tivemos até mesmo a breve honra da breve presença do Prefeito da cidade, que teve a infelicidade de ter o seu celular em movimento durante a apresentação. Por sorte a pessoa que ligava desligou rapidamente, porque se não o fizesse teria que se explicar com o Lambreta, que tentou atender o chamado. 
E como deve ser, palhaço não respeita autoridades, e logo o Padre da bela igreja foi enrolado pelo Mereceu e sua fita zebrada. Enfim, depois da chuva, a verdadeira estréia se deu de forma única, assim como aquela manhã ensolarada.

Um detalhe curioso: almoçamos na Secretaria de Cultura de Porecatu, e lá, pendurada num varal, encontramos a roupa de ninguém mais, ninguém menos, Papai Noel. Mal sabíamos nós palhaços que o encontraríamos logo.

E o encontro aconteceu no outro dia, na cidade de Bandeirantes. A festa era dele, do Natal, e lá tivemos a honra de montar a nossa barraca em tempo recorde (o trânsito de Londrina interfere nas apresentações mesmo fora da cidade) em frente à casa do bom velhinho. Apesar da concorrência desleal com o Papai Noel, este nos cedeu o espaço, que foi recheado com pessoas, a nossa primeira apresentação noturna.

E a experiência foi ótima, mais uma apresentação muito boa, graças, como sempre deve ser, ao público presente que nos ajudou a conduzir o espetáculo, mesmo quando o som foi desligado.

As duas primeiras apresentações feitas, era para este pedaço do diário de bordo ser maior, não fosse, novamente, a chuva. E que chuva, diferente daquela que nos enganou na reestreia que não reestreou, uma chuva cobriu o Paraná. Pinhalão e Centenário que nos aguarde, a chuva somente adiou o nosso encontro. 


Lambreta




Assista a um clip da apresentação em Porecatu - PR Brasil
Se não conseguir abrir o vídeo CLIQUE AQUI

Um comentário:

  1. me diverti com o vídeo! fiquei mais curiosa pra ver todo o espetáculo!!!
    beijosss e saudades de vcs.

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